Polícia Civil prende líder de grupo criminoso responsável por diversos crimes no Santa Maria
Walace é um dos líderes da gangue do Paraíso do Sul conhecida como "Os Pés Embaixo"
Polícia Civil prende líder de grupo criminoso responsável por diversos crimes no Santa Maria (Foto: Arquivo Portal Infonet)
Walace Galdino foi indiciado pelos homicídios de Rodrigo Barreto Santos, conhecido como "Da Jega", 19 anos, ocorrido na noite de 25/05/2017, no Morro do Avião; Reginaldo dos Santos, o "Regi", 44 anos, registrado na noite de 25/02/2017 (sábado de carnaval), na rua 26 do conjunto Padre Pedro; Christian Santos Soares, vulgo "Cabeça", 19 anos, ocorrido na manhã de 11/12/2016, na rua 23 do conjunto Padre Pedro; e Felipe dos Santos, 23 anos, ocorrido na tarde de 26/07/2016, na rua 26, conjunto Padre Pedro.
O suspeito conta ainda com quatro mandados de prisão preventiva pela coautoria em roubos, homicídios e tentativas de homicídios registrados no bairro Santa Maria, na capital sergipana.
Segundo o delegado do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Mário Leony, o suspeito que é considerado de alta periculosidade já se preparava para fugir quando foi capturado.“O suspeito já vinha sendo monitorado, conseguimos a informação de que ele estava escondido em um condomínio no Marivan, no bairro Santa Maria já pretendendo fugir. Obtivemos êxito na prisão dele na ação integrada com a 9ª DM e com o apoio do Grupo Especial de Repressão e Busca (Gerb)”, concluiu o delegado.
No caso dos homicídios, os crimes foram cometidos por Walace e seus comparsas com o objetivo de assegurar o controle do ponto de venda de drogas no bairro Santa Maria.
O indiciado ainda figura como suspeito de participação no latrocínio de um adolescente de 17 anos, ocorrido na noite de 07/07/2017, na rua 12, conjunto Padre Pedro; homicídio de Gilson Costa de Azevedo, 59 anos, morto por disparos de arma de fogo no dia 07/06/2017, no povoado Pitanga, em São Cristóvão; homicídio por arma de fogo de Dimas de Souza Júnior, 30 anos, ocorrido na manhã de 11/10/2016 na rua 43, Loteamento Paraíso do Sul; e de José Cláudio da Silva, alcunha "Picolé", 41 anos, ocorrido na manhã de 24/08/2016, na rua 28, conjunto Padre Pedro.
Walace é um dos líderes da gangue do Paraíso do Sul conhecida como "Os Pés Embaixo", que também realiza a extorsão de comerciantes estabelecidos na localidade, constrangendo-os ao pagamento dos chamados "pedágios", sendo este o motivo do assassinato do comerciante Reginaldo dos Santos no sábado de carnaval. A vítima se recusou a pagar o "pedágio" ao grupo.
De acordo com o Delegado da 9ª Delegacia Metropolitana, Gilberto Guimarães, as características de ação de Walace o caracterizam como um elemento de alta periculosidade. “Embora com pouca idade, Walace é um criminoso violento, que praticava crimes com requinte de crueldade e que por conta do histórico de crimes dele podemos considerá-lo de alta periculosidade”, pontuou.
Ainda segundo o delegado, a prisão foi efetivada sem que que houvesse a possibilidade de fuga. “Sabendo da informação de que o suspeito pretendia fugir, montamos uma operação policial na qual estavam presentes policiais da 9ªDM, os policiais da 3ª Divisão do DHPP e do Gerb. No momento em que tivemos a oportunidade de executar a ação sem que tivesse a possibilidade de um confronto isso foi um fator determinante. A ação do Gerb foi técnica e bastante efetiva no sentido de executar a prisão sem fuga e sem reação, sendo posteriormente conduzido à delegacia onde foi interrogado”, comentou.
Segundo as investigações, antes de se tornar líder no referido grupo, Walace teria cometido alguns roubos a residências na região do Paraíso do Sul, onde a principal característica dos crimes era a forma violenta de agir, tomando todos os pertences das vítimas e obrigando as famílias a deixarem suas residências para que os locais se tornassem uma espécie de base para a quadrilha.
O delegado Mário Leony esclarece ainda que o auxílio da população é muito importante. “Agradecemos muito a confiança da comunidade em nosso trabalho e pedimos que os cidadãos continuem a realizar denúncias por meio do Disque Denúncia 181 da Polícia Civil. Vale lembrar que o cidadão pode ficar tranquilo, porque o sigilo do denunciante é garantido”, finalizou.