Prefeitura leva orientações de saúde e combate à violência para profissionais do sexo
A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) realizou nesta quarta-feira, 18, a Rota Pop Rua Aju em alusão ao Mês da Mulher, com a realização de uma ação conjunta entre o Núcleo de Prevenção de Violências e Acidentes (NUPEVA) e o Programa de Redução de Danos. A iniciativa teve como objetivo promover educação em saúde, estratégias de redução de danos e orientações sobre a violência contra a mulher, voltadas a profissionais do sexo na capital.
A ação aconteceu de forma itinerante, percorrendo áreas das zonas norte e sul, levando cuidado, escuta qualificada e informações essenciais. Durante a atividade, foram abordados temas como a identificação de situações de violência, o acesso aos serviços de apoio e a divulgação de contatos telefônicos para casos de emergência, fortalecendo o conhecimento e a proteção dessas mulheres. Também foram distribuídos insumos de prevenção.
A iniciativa chama atenção para a importância de dar visibilidade a grupos em condição de maior vulnerabilidade, que muitas vezes enfrentam múltiplas formas de violência, marcadas não apenas pelo machismo, mas também pelo preconceito, discriminação e racismo.
Keila Costa, gerente técnica do Programa de Redução de Danos, ressalta que a ação reforça a importância de levar orientação e cuidado a públicos em situação de risco. “Durante a ação, dialogamos sobre saúde e violência contra a mulher, considerando que muitas delas vivenciam esses contextos. Levamos informações sobre os serviços disponíveis, contatos e os caminhos que podem ser acessados nesses casos, além de esclarecimentos sobre os diferentes tipos de violência, para que possam identificar e buscar apoio. A ação contemplou tanto mulheres cis quanto mulheres trans, respeitando as diferentes realidades e ambientes”, destacou.
De acordo com Lidiane Gonçalves, do Núcleo de Prevenção de Violências e Acidentes (NUPEVA), o trabalho é essencial para dar visibilidade a um público historicamente invisibilizado. “Nosso objetivo é orientar essas mulheres, principalmente no reconhecimento das violências, porque esse é o primeiro passo para o enfrentamento. Muitas vezes, elas não identificam esses atos ou não acessam os serviços por medo ou vergonha, o que acaba reforçando a invisibilidade e dificultando a construção de políticas públicas mais eficazes”, disse.
Lidiane também ressaltou a importância de garantir acolhimento nos serviços. “É fundamental que essas mulheres entendam que não estão sozinhas e que podem contar com uma rede de apoio preparada para acolher, orientar e cuidar. Nenhuma violência é justificável, independentemente da condição dessa mulher”, afirmou.