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Aracaju (SE), 04 de maio de 2026
POR: SMS | Aracaju
Fonte: Agência Aracaju de Notícias
Em: 04/05/2026 às 11:28
Pub.: 04 de maio de 2026

Prefeitura realiza terceiro levantamento para monitorar índices do Aedes aegypti em Aracaju

Prefeitura realiza terceiro levantamento para monitorar índices do Aedes aegypti em Aracaju - Foto: Marcelle Cristinne | Prefeitura de Aracaju

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), deu início nesta segunda-feira, 4, ao terceiro Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. A ação, realizada simultaneamente em todos os bairros da capital, segue até a sexta-feira, 8, e desempenha papel essencial no monitoramento da infestação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

O levantamento é uma ferramenta estratégica para identificar áreas de maior vulnerabilidade e orientar, de forma mais precisa e eficaz, as ações de combate e prevenção às arboviroses. Em campo, agentes de endemias percorrem residências, coletam amostras de larvas e encaminham para análise no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). A partir dos resultados, a SMS organiza mutirões de limpeza, aplica fumacê e promove mobilizações educativas nos locais de maior risco.

A coordenadora da Vigilância em Saúde, Duanne Marcele, enfatiza que o calor e o período chuvoso aumentam o risco de proliferação. “Nosso clima é tipicamente quente e com a chegada do outono e inverno, que são marcados por chuvas, torna o ambiente favorável a reprodução do mosquito. Este trabalho é fundamental para proteger a população, o LIRAa nos permite identificar os pontos mais vulneráveis e agir com rapidez. Mas é essencial que cada cidadão colabore, mantendo seus espaços livres de focos de água parada e recebendo os agentes de endemias”, salientou. 

O período sazonal da dengue no Brasil concentra-se tipicamente entre outubro e maio. O pico de casos ocorre geralmente no primeiro semestre (janeiro a maio), embora a doença possa ser registrada durante todo o ano, com alta circulação viral. Diante das condições climáticas, o gerente do Programa de Combate ao Aedes aegypti, Daniel Nunes, reforça que a participação da população é decisiva para o sucesso das ações. “É importante que a comunidade verifique possíveis focos de água parada, receba os agentes em casa e evite o descarte de lixo em terrenos baldios. Use repelentes, especialmente durante o dia, quando o mosquito é mais ativo. Cada atitude faz diferença para reduzir o risco da dengue”, reforça.

Pratos de vasos de plantas, pneus, garrafas, calhas entupidas e lonas costumam ser locais críticos e propícios à reprodução do Aedes aegypti. Ao todo, participam da operação 25 Supervisores de Campo, oito Supervisores Gerais e 146 agentes de endemias. As equipes atuam simultaneamente em diferentes bairros, incluindo regiões como Zona de Expansão, Centro e Grageru, onde o mesmo grupo cobre dois ou três territórios.

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