Prefeitura oferta insulina glargina para crianças, adolescentes e idosos na Atenção Primária
Medicamento está disponível nas farmácias das Unidades de Saúde da Família; a transição da insulina NPH deve ocorrer mediante avaliação e prescrição médica
A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), disponibiliza insulina glargina para crianças e adolescentes de dois a 17 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2. O medicamento já está disponível nas farmácias das Unidades de Saúde da Família (USFs) em substituição à insulina NPH. A medida segue as orientações da Nota Técnica Conjunta nº 169/2026 do Ministério da Saúde, que estabelece diretrizes para a transição no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
A insulina glargina é um análogo de ação prolongada, com aplicação geralmente uma vez ao dia, que contribui para maior estabilidade glicêmica e menor risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante a noite. A mudança, no entanto, não é automática e cabe ao médico avaliar as condições clínicas de cada paciente para indicar a transição e prescrever o tratamento adequado.
Segundo a coordenadora da Rede de Assistência Farmacêutica e de Insumos (Reafi), Cristiane Trindade, a disponibilização da insulina glargina foi acompanhada pela capacitação dos profissionais da rede municipal, especialmente dos médicos responsáveis pela avaliação clínica e pela prescrição. Desde o final de setembro, o município realiza a transição gradual dos pacientes que atendem aos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
“Todas as farmácias das Unidades de Saúde da Família já estão abastecidas com a insulina glargina e a caneta aplicadora. Os profissionais também foram capacitados para orientar os pacientes e realizar o acompanhamento necessário durante a mudança de tratamento”, destacou.
Em Aracaju, o levantamento da SMS identificou 6.775 pessoas que utilizam insulina, das quais 2.105 estão nas faixas etárias prioritárias definidas para esta primeira etapa. Até o momento, 68 pacientes já iniciaram o tratamento com a glargina. Cristiane ressaltou que a substituição da NPH depende da avaliação individual de cada usuário e que o acompanhamento da equipe de saúde é fundamental durante a adaptação ao medicamento.
"A transição não acontece sem critérios. É o médico quem avalia as condições clínicas do paciente e, quando houver indicação, prescreve a insulina glargina. Após o início do uso, se a pessoa apresentar algum sintoma ou perceber uma reação diferente, deve procurar a unidade de saúde para ser avaliada pela equipe ou fazer ajustes de dose”, orientou. Cristiane.
Retirada pelo Estado
Os pacientes que já recebem insulina glargina pelo Centro de Atenção à Saúde de Sergipe (CASE), por meio da Farmácia de Alto Custo ou do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF), devem continuar retirando o medicamento no mesmo local, sem mudança imediata.
A ampliação da oferta na Atenção Primária segue regras específicas para evitar duplicidade no fornecimento e garantir a continuidade do tratamento.