Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos é tema de capacitação na Seidh
Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos é tema de capacitação na Seidh (Foto: Seidh)
O SCFV realiza atendimentos em grupo através de atividades artísticas, culturais, de lazer e esportivas, dentre outras, de acordo com a idade dos usuários. Ofertado nos CRAS ou nos Centros de Convivência, o serviço é uma forma de intervenção social planejada que cria situações desafiadoras, estimula e orienta os usuários na construção e reconstrução de suas histórias e vivências individuais, coletivas e familiares. Subdividido em diferentes ciclos de vida, o serviço atende a crianças de 0 a 06 anos; crianças e adolescentes de 06 a 15 anos, adolescentes de 15 a 17 anos e; desde 2017, também jovens e adultos de 18 a 29 anos; 30 a 59 anos; além das pessoas idosas – a partir de 60 anos.
Segundo a gerente da Proteção Social Básica da Seidh, Rita de Cássia Ferreira, o evento foi realizado para criar o espaço propício para discussão do SCFV e a socialização de experiências, devido à importância do serviço. “Durante a manhã, a técnica do MDS fez uma apresentação sobre como o serviço deve ser desenvolvido; e à tarde, nos dividimos em três grupos de oficinas para discutir o que foi visto e problematizar a metodologia, na sua aplicação diária”, explicou.
De acordo com Kessia Oliveira, técnica da coordenadoria de SCFV do MDS, o serviço tem no planejamento uma importância fundamental. “No Brasil inteiro ainda há uma impressão de que o serviço de convivência é uma atividade de entretenimento, de mera ocupação de crianças, adolescentes e idosos, ou um contra turno escolar. Mas não é isso. É um serviço planejado, que anda de mãos dadas com o que é realizado com as famílias no Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), que é a porta de acesso ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS)”, pontuou.
Durante a capacitação, Kessia reforçou a necessidade de o serviço perseguir os objetivos preconizados na Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistencias. “O SCFV não pode ser descontinuado ou realizado de maneira aleatória. É preciso planejar para que a gente se aproxime dos objetivos que estão descritos na tipificação nacional e tenha condições de avaliar, mensurar a sua eficácia”, defendeu.
Coordenadora do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) de Areia Branca, Vanuzia Bispo foi uma das mais de 90 pessoas que participaram do evento nesta quinta-feira. “As informações que nos foram passadas hoje foram importantes porque ajudaram a tirar dúvidas das equipes que executam o serviço na ponta; tanto antigos quanto novos integrantes”, concluiu.