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Aracaju (SE), 24 de março de 2026
POR: SES/SE
Fonte: SES/SE
Em: 15/08/2017
Pub.: 15 de agosto de 2017

Huse recebe pesquisadores do Ministério da Saúde para apresentar estratégias para aumentar a taxa de doação de órgãos no estado

Pesquisadoras do Ministério da Saúde (MS) estiveram presentes no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) para apresentar o estudo Donors: Estratégias para otimizar a doação de órgãos no país. O projeto é fruto de parceria do Hospital Moinhos de Vento (RS), com o MS, através de recursos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS). Um estudo multicêntrico que envolve 21 estados do Brasil e 80 instituições participantes.

Huse recebe pesquisadores do Ministério da Saúde para apresentar estratégias para aumentar a taxa de doação de órgãos no estado (Foto: SES/SE)

Huse recebe pesquisadores do Ministério da Saúde para apresentar estratégias para aumentar a taxa de doação de órgãos no estado (Foto: SES/SE)

O objetivo é qualificar o profissional para uma abordagem correta e seguindo um protocolo padrão. As equipes participarão de treinamentos para proporcionar uma ideal condução da captação do potencial doador, além de uma adequada entrevista com o familiar. A meta é aumentar as taxas de doações de órgãos no Brasil e a qualidade dos órgãos disponibilizados aos seus receptores.

A pesquisadora do Hospital Moinhos de Vento, Katia Moreira, destacou porque o Huse foi escolhido para participar do projeto. “O Huse foi escolhido por causa da sua alta taxa de notificação por morte encefálica ao ano. Esse foi um dos principais critérios de inclusão no nosso estudo”, explicou.

A intensivista da UTI II do Huse, Janaína Feijó, disse que o Huse tem um grande potencial para aumentar captações de órgãos e todo esse potencial não é utilizado. “Muita gente poderia ser beneficiado, principalmente quem precisa de um transplante de córnea, quem está fazendo hemodiálise, a gente não tem mais leito de dialise no estado. É comum os doentes ficarem meses internados no Huse porque não tem onde dialisar, não tem vaga nas clínicas disponíveis, se eles fossem transplantados, eles não precisariam passar por isso”, ressaltou.

A estratégia vai servir para comparação entre a condução habitual dos pacientes, onde cada um faz do jeito que quer e a condução baseada num protocolo guiado por metas. No final do estudo, os resultados serão interessantes e positivos, pois todo o hospital será treinado para aplicar o protocolo. A biomédica e pesquisadora do estudo DONORS, Sabrina Souza, destacou os critérios para escolha dos hospitais.

“Os hospitais que tinham mais taxas de notificações foram referências no critério de escolha. A intenção é otimizar o processo de doação aqui e conseguir melhorar a captação de órgãos. Médicos e enfermeiros da UTI e toda equipe que trabalha em conjunto com a unidade de terapia intensiva, participará”, informou.

Sergipe
Em Sergipe, desde 2012, não é realizado o transplante renal, segundo o coordenador da Central de Transplantes de Sergipe, Benito Fernandez. “Nós temos autorizado os de córnea e cardíaco, mas no transplante o material primordial é o doador, sem ele nada pode ser feito, então, a gente precisa melhorar o número de doações no estado que é muito baixo e a nossa demanda é muito grande em abrir e fechar protocolo. Pra se ter uma ideia, na semana passada nós tínhamos um jovem com comprovação da morte encefálica, ficou 5 dias e não fechamos o protocolo, então é preciso a participação de todos os profissionais de saúde”, explicou.

Ele diz ainda que o tempo de espera é longo. “Hoje são mais de 200 pessoas na lista para transplantes de córnea e um tempo de espera de um ano e três meses. Já o número de doadores para o transplante de coração é reduzido. Este ano tivemos só 4 doadores de múltiplos órgãos. O hospital tem um potencial grande, pois é um hospital de trauma de urgência, porta aberta e que atende pacientes graves, muitos evoluem do trauma para morte encefálica e a gente precisa alertar os profissionais para fazer o protocolo e conscientizar a família sobre o processo de doação”, destacou.

A doação precisa da participação de todos os seguimentos da sociedade: do profissional de saúde abrindo e fechando protocolo e da família autorizando a doação de órgãos. Com a morte, o corpo se decompõe e qualquer um pode precisar, por isso devem ter consciência de cidadania, de amor e de caridade.


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