Aracaju (SE), 22 de junho de 2026
POR: MPF
Fonte: MPF
Em: 29/09/2017 às 14:20
Pub.: 30 de setembro de 2017

FPI/SE: somente será permitida a entrada de carne no Mercado Municipal de Propriá com origem comprovada

 Marchantes devem obedecer as normas de comercialização do produto (Foto: FPI)

Marchantes devem obedecer as normas de comercialização do produto (Foto: FPI)

Equipe Abate estará no local, na madrugada deste sábado, 30, e vai apreender o produto que não possuir as devidas documentações

Na madrugada deste sábado, 30 de setembro, a Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) atuará no Mercado Municipal de Propriá a fim de coibir a entrada de carne sem a devida documentação que comprove a origem do produto. Na ação, coordenada por Salete Dezen, da equipe Abate, serão solicitados aos marchantes que comercializam no local: o carimbo da inspeção fornecido pela Nutrial (comprovando que o animal foi abatido lá) e\ou o documento comprovando que o animal foi abatido no matadouro de Cedro. “Caso não apresentem as devidas documentações comprobatórias de onde esses animais foram abatidos, nós vamos apreender as carnes”, alerta Salete.

O alerta da coordenadora tem o intuito de chamar a atenção dos marchantes para que eles obedeçam as normas de comercialização da carne e regularizem seu comércio. “Nós não queremos apreender carne de ninguém. Nem dar prejuízos. Mas queremos sim, que comercializam a carne de forma adequada”, reforça. Salete Dezen ainda destaca, “também não iremos permitir a entrada nem a venda do produto fora do Mercado da carne”.

É importante ressaltar que a carne pode transmitir desde a tuberculose, até uma infecção intestinal. Conforme ressalta Dezen, a carne pode trazer zoonoses (doenças) transmitidas do animal para o ser humano. “Por isso o cuidado para o abate. O animal possui um abscesso que num frigorífico regularizado essa parte é condenada, porém, num abate clandestino, muitas vezes eles passam uma água e retira o vestígio desse abscesso e a população acaba comprando uma carne que está totalmente contaminada por bactérias que irão causar uma série de problemas à saúde”.

A FPI atua justamente para orientar e coibir essas inconformidades, para que os marchantes e demais pessoas que comercializam carne, se adequem e possam oferecer à população um produto de qualidade.

Avanço - A coordenadora da equipe Abate informa que desde o início da semana, quando se iniciaram os trabalhos da FPI do São Francisco, as equipes não detectaram nenhum abate clandestino em Propriá. “Muitos marchantes já começaram a abater seu animal na Nutrial. Isso é um avanço, porque a partir do momento que o animal vai para matadouro e frigorífico legalizados, a carne é também legalizada.  O que evita, além das doenças, o roubo de animais, já que os ladrões de gado na região não vão conseguir comercializar carne na cidade”, explica Salete Dezen.

Abate clandestino - Apesar de ter um dos únicos frigoríficos regularizados, a região ainda registra muitos abates clandestinos. “Ainda há uma falta de consciência de que a carne é um produto nobre, que tem uma vida útil muito pequena. Entra em estado de putrefação muito rápido”, informa Salete.

A equipe Abate é composta pelos seguintes órgãos: Emdragro, Adema, Crea e Ministério da Agricultura com o apoio da PRF e do BPRv.

Coordenação Geral da FPI/SE - Coordenada pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual com apoio do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), o Programa Continuado tem o intuito de proteger o meio ambiente natural e cultural da Bacia do Rio São Francisco e melhorar a qualidade de vida do povo da região, por meio de ações planejadas e integradas de conservação e revitalização.

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