Surto na Europa: Sergipe está em dia no abastecimento de vacinas contra sarampo e rubéola
Surto na Europa: Sergipe está em dia no abastecimento de vacinas contra sarampo e rubéola (Foto: SES/SE)
De acordo com a enfermeira da Área Técnica das Doenças Imunopreventivas da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Sheila Maria Teixeira, os 75 municípios sergipanos recebem mensalmente a vacina tríplice viral para evitar o sarampo, a caxumba e a rubéola. “A quantidade recebida vai de acordo com a estimativa de crianças num dado município. Considerando que este mês tivemos surto de caxumba em cidades, como Aracaju, São Cristóvão e Estância, e por isso recebemos do Ministério da Saúde mais nove mil doses da vacina, estimamos que teremos todo o suporte necessário para suprir outras necessidades adicionais, em função dos atuais riscos constatados pela OMS”, declarou.
Cidadãos devem receber a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses de idade e aos 15 meses, uma dose da vacina tetraviral para evitar o sarampo, caxumba, rubéola e varicela, que corresponde à segunda dose da vacina tríplice viral e uma dose da vacina varicela. Caso haja atraso na vacinação, crianças até quatro anos de idade ainda poderão receber a vacina com o componente varicela. A partir de cinco até os 29 anos de idade, deverão ser administradas duas doses com a vacina tríplice viral. Pessoas de 30 a 49 aos de idade devem receber uma dose da vacina tríplice viral.
Uma vez que a vacina contra essas doenças é a única medida preventiva e a mais segura, Sheila Maria alerta para a necessidade de manter em dia o esquema vacinal, também levando em consideração o alerta para os riscos atuais. “Fiquemos em alerta diante dos casos já identificados. O problema não gira em torno de receber no Brasil um cidadão com enfermidade. Devemos estar atentos à transmissão para que tal processo não ocorra”, frisou a enfermeira da área técnica das doenças imunopreventivas da SES.
Dados nacionais
O Brasil recebeu, no segundo semestre de 2016, o certificado de eliminação do sarampo da Organização Panamericana de Saúde (Opas). Desde 2001, não havia registro de casos autóctones da doença no Brasil. Entre 2013 e 2015, ocorreram surtos relacionados à importação, sendo que o maior número de casos foi registrado nos estados de Pernambuco e Ceará. Após a implementação de medidas de prevenção e controle, como intensificação vacinal, campanhas de seguimento, bloqueio vacinal, varredura e monitoramento rápido de cobertura vacinal, a transmissão foi interrompida.
Para manter a eliminação do sarampo, a OPAS e o Comitê Internacional de Peritos (CIE) para a Eliminação do Sarampo e da Rubéola recomendam a todos os países das Américas que fortaleçam a vigilância ativa e mantenham a imunidade de sua população por meio da vacinação. O sarampo se torna, assim, mais uma doença prevenível por vacinação a ser eliminada nas Américas, após a varíola em 1973, da poliomielite em 1994 e da rubéola e síndrome de rubéola congênita, em 2015.
O Brasil alcançou a meta de eliminação da Rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita até o ano de 2010. Desde então, não há registro de casos no país. Em 2008, ocorreu a maior Campanha de Vacinação da Rubéola no mundo, com 65,9 milhões de pessoas na faixa etária de 19 a 39 anos de idade vacinadas nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Mato Grosso e Maranhão. Nos demais estados, a faixa etária foi de 20 a 39 anos de idade. Nesse ano, a cobertura vacinal foi de 94%, quando também foi detectado pela última vez caso de sarampo em Sergipe.