Aracaju (SE), 24 de junho de 2026
POR: SES/SE
Fonte: SES/SE
Em: 11/10/2017
Pub.: 11 de outubro de 2017

Saúde da Criança: Sergipe oferece linha de cuidados desde a atenção humanizada até a prevenção do óbito infantil

Criança é prioridade absoluta. É o que determina a Constituição Federal, através do Artigo 227. Com base nessa orientação, o Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES), acompanha a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC) e, através dela, desenvolve uma série de ações que visam contemplar o público infantil desde a atenção humanizada à gestação. Segundo Helga Muller Mengel, responsável pela Coordenação da Rede Materna e Infantil da SES, o Estado mantém um olhar voltado para a criança frente aos parâmetros do PNAISC, que foi pensada e adaptada em Sergipe através de uma Coordenação Estadual de Saúde da Criança e do Aleitamento Materno.

“Nesse contexto, foram considerados os objetivos do milênio que sugerem a redução da mortalidade infantil. Para que a política nacional se aproximasse desse objetivo específico, foi necessário entender os sete eixos de atenção dessa política, que ganhou a Portaria 1.130/2015, do Ministério da Saúde. Assim, Sergipe se agrupou à PNAISC, mesmo que já possuindo suas frentes de trabalho”, explicou.

Ações em Sergipe
Os sete eixos da PNAISC possui estratégias específicas. Entre os eixos está a atenção humanizada à gestação, ao parto e ao recém nascido, até mesmo em estado grave de saúde. Esse eixo possui como estratégias a atenção humanizada, em Sergipe disponível através Método Canguru, que como referência estadual está disposto na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), e a ampliação dos leitos neonatais instalados na própria maternidade e complementados por leitos da Maternidade Santa Izabel, a fim de contemplar os bebês prematuros em estado grave e mães que apresentam gestação de alto risco.

De acordo com Helga, o segundo eixo da PNAISC é o aleitamento materno e a alimentação complementar saudável. Esse eixo consta de algumas estratégias desenvolvidas no Estado de Sergipe, que é a Iniciativa Hospital Amigo da Criança, através do qual temos três maternidades já inseridas, ou seja, que já prezam pelas boas práticas e cuidados neonatais com foco na humanização, e prezam também pelo leite materno como o alimento a ser disponibilizado após o nascimento de parto normal ou de risco.

“Entre outras estratégias relacionadas ao segundo eixo, temos também em Sergipe a Rede de Banco de Leites, na qual temos três bancos, um vinculado à MNSL, outro à Maternidade do Hospital São José e o terceiro à Maternidade do Hospital Zacarias Júnior, localizada no município de Lagarto. Essas unidades que estão dentro de uma rede de apoio que serve para amparar as maternidades e garantir no território a Iniciativa Hospital Amigo da Criança. Através do aleitamento materno incentivado, 13% da mortalidade infantil pode ser reduzida, sendo que além de ser o principal alimento e a principal vacina da criança, contribui para dinamizar os leitos nas maternidades, devido ao grande processo de cura que o mesmo proporciona”, acrescentou a responsável pela Coordenação da Rede Materna e Infantil da SES.

O terceiro eixo de atenção da PNAISC é o desenvolvimento integral da primeira infância. Em seguida, crianças com agravos prevalentes e doenças crônicas. O quinto eixo é a prevenção de violências, acidentes e promoção da cultura da paz; e o sexto eixo é criança com deficiências ou em situações de vulnerabilidades. Por último, o sétimo eixo diz respeito à prevenção do óbito infantil.

Declínio da mortalidade
“Quando se fala em Política de Atenção Integral à Saúde da Criança temos um olhar voltado para as mudanças ocorridas no Brasil desde 1990, que geraram um quadro de declínio das taxas de mortalidade na infância. Até 2012, apresentamos redução de 77%, ou seja, no período de 22 anos caímos de 62 casos de mortalidade para 14, números esses considerados para cada mil bebês nascidos.

Os motivos relacionados a essa mortalidade estão associados à desnutrição e cuidados perinatais inadequados. As estatísticas obtidas em Sergipe acompanham esses dados obtidos nacionalmente e nesse processo destacamos, inclusive, a importância do desempenho responsável da Atenção Básica, com base no Programa Saúde da Família [PSF]”, destacou Helga Muller.

O levantamento da taxa de mortalidade infantil em Sergipe apontou 17% em 2016, sendo que até agosto de 2017 consta de 15% para cada mil nascidos. A criança sai da Atenção Básica para a Especializada a partir da puericultura, que é a consulta feita na Rede Básica de Saúde, e a depender da necessidade, segue para a Especializada.

Da Atenção Básica à Especializada
“Se identificado, por exemplo, que a criança precisa de um teste de reflexo, ela é encaminhada para um médico oftalmologista através da própria Equipe de Saúde da Família, para a sua referência de controle e avaliação, sendo que em Aracaju há o Núcleo de Controle Auditoria Avaliação e Regulação [Nucaar]. O Núcleo faz essa ponte para que o paciente seja atendido num dos centros, a exemplo do Centro Municipal de Especialidades Médicas da Criança e do Adolescente [Cemca]. Se a criança for pequena e vulnerável, o Estado dispõe do Ambulatório Follow Up, que cuida de crianças nascidas na MNSL, com idade entre zero e dois anos. Pode ser encaminhada também para o Hospital Universitário”, concluiu a profissional da SES.

Follow UP
O ambulatório de retorno do recém nascido de alto risco consiste em ofertar assistência continuada aos bebês que nascem de forma prematura na MNSL. A unidade está instalada no antigo prédio da Maternidade Hildete Falcão Batista. No setor é oferecido todo o suporte necessário para o acompanhamento dos bebês. Entre as atribuições está a realização dos exames físicos completos da criança, tomando como referência básica o grau de desenvolvimento dela.

Com base na Política Nacional de Humanização Perinatal (assistência materno-infantil), o Follow Up garante suporte aos bebês. O serviço também contribui no apoio da manutenção de rede social e familiar, corrigindo as situações de risco, sinais de refluxo, infecção e apnéias, e ainda, orienta e acompanha os tratamentos especializados, começando nos primeiros dias de vida do bebê.

Para ter acesso ao Follow UP o bebê tem que ter nascido de forma prematura na “Lourdinha” e assistido pelo Método Canguru. Logo após a alta, a criança recebe o encaminhamento ao ambulatório. No local, ela recebe o primeiro atendimento e avaliação do pediatra, que é o responsável por indicar o tratamento. Tudo isso acontece de forma individualizada e confortável para mães e bebês.

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