Municípios que não adequarem portais podem ficar sem receber emendas em 2026, alerta MPC-SE
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Os municípios sergipanos que não adequarem seus portais da transparência às exigências da Resolução nº 370/2025 poderão ficar impedidos de receber transferências de recursos oriundos de emendas parlamentares em 2026. O alerta foi feito nesta quarta-feira, dia 11, pelo procurador-geral do Ministério Público de Contas de Sergipe (MPC-SE), Eduardo Côrtes, ao ministrar a palestra “Esclarecimentos sobre a Resolução n° 370” durante Encontro Técnico promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-SE) voltado a controladores internos municipais.
Segundo o procurador-geral, a obrigatoriedade decorre de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da ADPF relatada pelo ministro Flávio Dino, e não de deliberação autônoma do Tribunal de Contas. A norma estabeleceu que os portais deveriam estar adequados até 1º de janeiro deste ano com a finalidade de proporcionar transparência e rastreabilidade. “Os municípios que tiverem emendas individuais previstas e aprovadas em seus orçamentos não poderão receber esses recursos enquanto não houver a devida adequação dos portais”, expôs.
Levantamento estadual
Desde outubro, após a decisão do STF, o TCE-SE e o MPC-SE vêm comunicando formalmente prefeituras e câmaras municipais sobre a necessidade de adaptação. Em dezembro, inclusive, foi expedido um ofício aos gestores requisitando informações detalhadas sobre: a existência de emendas parlamentares municipais previstas no orçamento de 2026 e a situação atual no portal da transparência.
O prazo para resposta do ofício encerrou-se no final de janeiro. De acordo com o procurador-geral, a maioria das prefeituras já enviou as informações, mas ainda há municípios pendentes.