Exposição Verde Vivo irá circular pelo interior sergipano com sua primeira parada em São Cristóvão
Exposição Verde Vivo irá circular pelo interior sergipano com sua primeira parada em São Cristóvão - Foto: Assessoria
Após a sua estreia no Museu da Gente Sergipana, na capital Aracaju, a exposição “Verde Vivo”, da artista visual Aline Viana, segue para circulação em alguns municípios sergipanos, com a primeira parada na cidade-mãe, São Cristóvão. A exposição será realizada na Galeria Vesta Viana, e estará aberta ao público de 24 de fevereiro a 26 de abril.
A exposição faz parte do projeto “Paisagem e meio ambiente como ícones de um povo”, aprovado pela Funcap por meio do edital de Circulação e Formação Cultural PNAB nº 07/2025 com recursos da política nacional Aldir Blanc de fomento à cultura – PNAB (Lei nº 14.399/2022), e contará com a abertura em São Cristóvão no dia 24 de fevereiro, às 10h, para o público em geral.
O título “Verde Vivo” sintetiza a proposta conceitual da mostra ao evocar, de forma aberta e poética, tanto a vitalidade da natureza quanto as tensões políticas, ambientais e territoriais que atravessam os espaços naturais na contemporaneidade. De acordo com Aline Viana, exposição vai circular por todo o estado de Sergipe, a exemplo de municípios como Canindé de São Francisco, Nossa Senhora da Glória, Neópolis e retornará à Aracaju. Além disso, a contrapartida do projeto serão oficinas de lápis de cor e palestras sobre História da Arte.
“A importância em circular a exposição é devolver às pessoas dos territórios que me servem de inspiração a obra terminada, para que elas também possam ter acesso ao debate artístico. Afinal, como é um debate que busca a conscientização para as causas ambientais, atuar junto a quem vive essa paisagem cotidianamente é muito importante e necessário. Em cada um desses territórios que a exposição percorrerá, será realizada pelo menos uma pintura de paisagem. Assim, a exposição volta a Aracaju atualizada nos debates a serem travados”, disse.
Para ela, Sergipe assume protagonismo nesse debate ao abrigar paisagens emblemáticas como o encontro do Rio São Francisco com o mar e sua intensa relação com o Oceano Atlântico. “A ideia da exposição é a de convidar o público a refletir sobre transformações antrópicas, conservação ambiental e o sentimento de sergipanidade como construção coletiva”, concluiu Aline.
A exposição reúne 16 obras, sendo 10 trabalhos inéditos desenvolvidos no âmbito do projeto original, além de obras complementares que sustentam a curadoria e a expografia. Executadas em lápis de cor sobre papel, as obras apresentam paisagens naturais sergipanas como ícones de identidade, pertencimento e reflexão ambiental, dialogando com o gênero da pintura de paisagem e com os dilemas contemporâneos da relação entre ser humano e natureza.