SindGestor-SE reúne especialistas e autoridades para discutir o futuro da gestão pública em Sergipe
O 1º Ciclo de Palestras do Sindicato dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental de Sergipe (SindGestor-SE) reuniu no Museu da Gente Sergipana, gestores governamentais, autoridades estaduais e especialistas de projeção nacional para analisar a trajetória da carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG), discutir os desafios atuais da administração pública e projetar caminhos para o futuro das políticas públicas em Sergipe.
O encontro reuniu integrantes da categoria e convidados em torno de temas como profissionalização da gestão pública, inovação, transformação digital, uso de dados e continuidade das políticas de Estado. Entre as autoridades presentes estavam a secretária-chefe da Controladoria-Geral do Estado, Silvana Lisboa; o secretário executivo da Educação, Marcel Resende; e Fábio Dantas, representando a Secretaria de Estado da Administração.
Valorização e trajetória da carreira
Na abertura, a presidente do SindGestor-SE, Cláudia Rêgo, destacou as principais pautas defendidas pela entidade para a valorização e o fortalecimento da carreira. Entre as propostas estão a criação de uma verba mensal variável vinculada ao alcance de resultados na gestão fiscal e orçamentária, a ampliação da estrutura de classes de seis para 18 níveis de progressão e a redução dos interstícios de três anos para um ano. Ela também defendeu a ampliação das vagas para possibilitar a nomeação de candidatos aprovados no concurso e que concluíram o curso de formação. “A atuação sindical moderna vai além da legítima defesa remuneratória. Queremos ser um indutor de conhecimento, um fórum permanente de formação técnica e um parceiro na formulação de políticas públicas”, declarou.
Na palestra de abertura do evento, Daniel Pitangueira de Avelino, EPPGG federal e presidente da Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (ANESP), fez um resgate da trajetória da carreira e destacou o pioneirismo de Sergipe na formação de um quadro permanente de especialistas para assessorar governos. Ao lembrar a criação da carreira e a formação da primeira turma, ele ressaltou o propósito de profissionalizar a administração pública. “O objetivo era profissionalizar a gestão. Era tratar os problemas do jeito que eles estão, mas também fazer diferente do que era feito antes”, explicou. Daniel também destacou que, após o processo seletivo, os aprovados passaram por seis meses de formação em Brasília, experiência que, segundo ele, contribuiu para consolidar a carreira como um “case de sucesso”.
Experiências que apontam para o futuro
Newton Cerezini, diretor do Instituto de Gestão de Pernambuco (IGPE) e Gestor Governamental de Pernambuco, apresentou a trajetória dos gestores governamentais em Pernambuco e compartilhou experiências da carreira, com destaque para iniciativas de inovação e transformação digital. Ao defender a continuidade dessas políticas, ressaltou: “O quanto é importante o governo digital, o quanto é importante a transformação digital e o quanto isso tem que ser uma política de Estado e jamais uma política de governo”.
Cerezini também destacou a contribuição dos gestores governamentais para os avanços registrados em Pernambuco. “O quanto o gestor governamental foi importante para o momento que Pernambuco vive hoje. A gente ainda caminha a passos de meses, acho que a gente conseguiu evoluir muito realmente nos últimos quatro anos, mas se o gestor governamental não tivesse lá, a gente ainda estaria fazendo o total de papel, com certeza, sem sombra de dúvidas”, pontuou.
Marcos Moreira, diretor de Infraestrutura Nacional de Dados da Secretaria de Governo Digital do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e EPPGG federal, encerrou as palestras discutindo governo digital, dados, soberania, gestores e inovação. Ele ressaltou que uma infraestrutura de dados sólida é fundamental para ampliar a eficiência, a segurança e a capacidade de escala dos serviços públicos. “O problema está em você conseguir escalar, em você conseguir fazer isso com baixa fricção, com privacidade, com proteção de dados, com performance”, observou.
Ao reunir diferentes experiências da carreira, o 1º Ciclo de Palestras do SindGestor-SE colocou em perspectiva a trajetória dos EPPGGs, os desafios atuais da gestão pública e as transformações necessárias para os próximos anos. A iniciativa também reforçou a proposta da entidade de estimular a formação técnica, a troca de experiências e a participação dos gestores governamentais na formulação e execução de políticas públicas em Sergipe.