Fapese participa de encontro com pescadores e comunidades tradicionais em Brejo Grande
Às margens do Rio São Francisco, pescadores e comunidades tradicionais se reuniram nessa quinta-feira, 1°, no município de Brejo Grande, localizado no Baixo São Francisco, para um momento que marca uma nova etapa na relação entre território, trabalho e preservação dos modos de vida tradicionais em Sergipe. O encontro reuniu representantes das comunidades pesqueiras e instituições envolvidas na criação dos territórios de pesca no estado de Sergipe, vinculados ao projeto Assentamento Agroextrativista Pesqueiro (PAEp) formalizado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).
A Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de Sergipe (Fapese) esteve presente na programação, representada pela presidente Maíra Bittencourt, que apresentou aos pescadores a atuação da instituição e sua experiência na gestão de projetos que aproximam a Universidade das demandas da sociedade.
“A Fundação serve para conectar a Universidade com a sociedade. Então, levar o conhecimento da Universidade e aquilo que a gente pode construir de melhor para a sociedade para o dia-a-dia das pessoas, a partir de recursos de diversas fontes e principalmente, de emendas parlamentares, assim conseguimos juntar o conhecimento da Universidade e entregar para a população, por meio de formações, de cursos, de construção, de obra, de pesquisa”, destacou Maíra.
O encontro em Brejo Grande marca, para cerca dos dez novos territórios pesqueiros do Baixo São Francisco, a continuidade das ações relacionadas à implementação e ao acompanhamento dos territórios. O processo envolve a participação das instituições responsáveis e, principalmente, das próprias comunidades, que contribuem a partir de seus conhecimentos, experiências e relações construídas com o território.
“Quando olhamos para essas comunidades, não estamos falando apenas de territórios delimitados geograficamente. Estamos falando de histórias, saberes, modos de vida e de pessoas que constroem sua relação com o rio e com as águas há gerações. A Fapese precisa estar atenta a essas realidades e pensar projetos que cheguem a esses territórios, dialoguem com suas necessidades e reconheçam suas potencialidades. Essa é uma oportunidade de transformar conhecimento em ações concretas que contribuam para a proteção dos territórios, a geração de oportunidades, o fortalecimento das comunidades e a valorização de quem vive e trabalha das águas”, concluiu a presidente da Fapese.