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Aracaju (SE), 30 de setembro de 2026
POR: Alanna Molina
Fonte: Assessoria de Imprensa
Em: 30/09/2026 às 15:15
Pub.: 30 de setembro de 2026

Luno apresenta seu novo álbum, "Mantracaru"

Segundo álbum do artista sergipano já está disponível nas plataformas digitais

Luno apresenta seu novo álbum, “Mantracaru” - Imagem: Divulgação

Luno lança Mantracaru, seu segundo álbum de estúdio, disponível nas plataformas digitais. Cinco anos após Homo Pacificus (2021), o artista sergipano amplia sua pesquisa musical em oito faixas que aproximam psicodelia brasileira, rock progressivo, referências nordestinas, jazz, pop dos anos 1960 e arranjos orquestrais.

Mais do que reunir diferentes referências, o álbum foi construído como um percurso por paisagens sonoras e imaginárias distintas, passando por momentos luminosos e sombrios, fantasia, crítica social e espiritualidade.

“Eu vejo o Mantracaru como uma travessia poética entre o cotidiano e o mítico, espaço musical onde eu misturo psicodelia brasileira, espiritualidade, imaginário nordestino e reflexão social. É uma obra sobre permanecer sensível, consciente e vivo diante das contradições do mundo”, define Luno.

Do cotidiano ao mítico

O percurso começa com “Aos Amigos, Um Abraço”, que abre o disco com a imagem de uma porta sendo aberta, e passa por diferentes atmosferas até chegar à faixa-título, que encerra o álbum em um clima mântrico e transcendental. A capa, assinada por Gabriel Barretto, acompanha esse conceito ao apresentar Luno diante de um portão cercado por cactos, em um cenário que aproxima sertão, mistério e psicodelia.

O título Mantracaru também sintetiza essa proposta ao fundir “mantra”, associado à repetição, introspecção e transformação, com “mandacaru”, relacionado à resistência, permanência e ao imaginário nordestino.

Entre as faixas, “Epopéia de uma Vida Feliz” dialoga com Beatles e Beach Boys, enquanto “O Bando do Café da Manhã” explora referências de Syd Barrett, Pink Floyd inicial, Os Mutantes e The Who. Já “Seres de Pano” apresenta uma atmosfera mais sombria, com influências de Danny Elfman, Tim Burton e Radiohead, além de elementos de indie rock e rock progressivo.

“Colorida Barca” e “Seres de Pano”, lançadas como singles antes do álbum, receberam arranjos de cordas de James Bertisch, com participação de Thiago Salvino (violoncelo), Fabíola Fontele (viola), Junior Vanzella e Francisco Júnior (violinos), músicos da Orquestra Sinfônica de Sergipe. Bertisch também participa de “Seres de Pano” com tímpano e tam-tam.

Psicodelia nordestina

Na formação musical, Luno assume vocais e baixo; Léo Airplane, piano, teclados, sintetizadores, guitarras, violão e efeitos sonoros; e Gabriel Perninha, bateria e percussões.

Parte das composições foi iniciada ainda na juventude de Luno, entre elas “Mulher-Onça”, “O Bando do Café da Manhã”, “Seres de Pano” e “Colorida Barca”. A última começou a ser escrita com um amigo de infância e permaneceu inacabada durante anos, até ser retomada e concluída durante o processo de produção do novo álbum.

Para Luno, Mantracaru também representa uma nova etapa artística, marcada pelo amadurecimento e pela aproximação ainda maior com suas raízes.

“É uma evolução, não uma ruptura: o mesmo universo artístico, agora mais amplo, orgânico e conectado às minhas raízes.”

Ouça Mantracaru: tratore.ffm.to/mantracaru

Projeto realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do Ministério da Cultura, Governo Federal, Governo do Estado de Sergipe e Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe – FUNCAP/SE.

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