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Aracaju (SE), 09 de outubro de 2026
POR: Díjna Torres
Fonte: Assessoria
Em: 09/10/2026 às 15:05
Pub.: 09 de outubro de 2026

Artista sergipana Bruna Ribeiro lança álbum autoral "Humana" em 16 de outubro

Com 11 faixas, trabalho reúne nove músicas autorais e duas parcerias com abordagens sobre o feminino, ancestralidade, espiritualidade e as diferentes experiências da artista enquanto ser humana
Artista sergipana Bruna Ribeiro lança álbum autoral “Humana” em 16 de outubro - Foto: Pritty Reis
A cantora, compositora e atriz sergipana Bruna Ribeiro lança, no dia 16 de outubro, o álbum “Humana”, trabalho que reúne 11 faixas, sendo nove autorais e duas parcerias. O disco estará disponível em todas as plataformas digitais e marca a consolidação de um processo de pesquisa musical e autoconhecimento desenvolvido pela artista ao longo de aproximadamente oito anos.
 
De acordo com a artista, o álbum nasce de um desejo profundamente pessoal, a experiência de Bruna em seu processo de se reconhecer como compositora e transformar em música versos, reflexões e sentimentos relacionados às próprias vivências. O resultado é um trabalho que percorre emoções, sensações e temas como amor, raiva, saudade, solidão, empatia, maternidade, autoconfiança e espiritualidade.
 
 “A ideia de gravar um álbum veio de um desejo de me conhecer mais enquanto artista, me desafiar em minha vulnerabilidade, cantar os versos e reflexões que me acompanharam e me acompanham diante das minhas vivências e eternizá-los para quem quiser e/ou precisar ouvir”, disse a artista. 
 
Compositora desde a adolescência, Bruna passou anos questionando a própria produção. Inicialmente, chegou a procurar músicas de outros autores para construir o repertório do disco, mas percebeu que precisava assumir suas próprias composições, como fortalecimento de sua própria voz. O processo de criação também esteve ligado à terapia e à construção de uma relação menos crítica com seu eu artístico. “Fui mergulhando em processos terapêuticos, aprendendo a julgar menos o fluxo criativo que me atravessava e fui então aceitando essa minha versão compositora”, relata.
 
A trajetória até o lançamento também foi atravessada por acontecimentos pessoais e pelas dificuldades de financiamento da produção independente. Durante a pandemia, Bruna vivenciava o luto pela mãe e não conseguiu inscrever o projeto em políticas públicas de fomento como a Lei Aldir Blanc, por exemplo. Anos depois, a proposta foi contemplada pela Lei Paulo Gustavo, possibilitando a realização do álbum, que foi selecionado pela Fundação de Cultura e Arte Aperipê, por meio do Edital de Chamamento Público nº 07/2023 – Ilma Fontes – Demais Linguagens.
 
Um álbum sobre ocupar espaços
 
Para Bruna, “Humana” também representa um movimento de afirmação artística e de ocupação de espaços por mulheres na música autoral. “O álbum é importante pra mim porque é um processo de cura, de me permitir ser vista enquanto compositora, enquanto diretora artística, em meio a uma sociedade que ainda tenta calar a voz de muitas mulheres”, pontua. 
 
A artista destaca ainda o significado de lançar um trabalho autoral como mulher nordestina, em um cenário de produção independente. “Acredito que ter um álbum autoral de uma mulher, nordestina, com deficiência, sendo viabilizado e ouvido fortalece a arte autoral independente e pode incentivar outras mulheres a fazerem o mesmo, a compartilharem de suas criações. Espero que as pessoas alcancem também esse lado de conexão com a ancestralidade, com nossas raízes, com a fé que nos mantém de pé em meio às circunstâncias, com o respeito à pluralidade de crenças e a diversidade de gêneros musicais”, afirma. 
 
A diversidade também está presente na sonoridade e nas participações do projeto. “Humana” reúne o trabalho de músicos e artistas que fazem parte do círculo de amizades e referências de Bruna como Saulo Ferreira, Rebeca Vieira, Brina Costa, Kelly Caldas, Rafael Ramos, Danyel Nanume, Pétala Tâmisa, Marina Marques, Lucas Campelo, João Liberato, Fabricio Rossini e Dudu Prudente. O álbum conta ainda com participações especiais de seu pai, sua avó e de Zefa da Guia, parteira, benzedeira e liderança quilombola de Sergipe, a qual é homenageada pela artista com uma faixa que leva o seu nome. A presença dessas participações estabelece uma conexão entre música, memória, ancestralidade e fé, aproximando diferentes gerações e perspectivas.
 
Da história de Bruna para a experiência de quem escuta
 
Cantora, compositora, atriz e terapeuta, Bruna Ribeiro é graduanda em Música pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e pós-graduada em Musicoterapia. Sua trajetória é marcada pela valorização da música brasileira, especialmente da cultura nordestina, transitando entre releituras de referências da música nacional e a produção autoral.
 
A artista acumula reconhecimentos em diferentes linguagens. Em 2018, venceu o Festival Um Banquinho, Uma Canção. No ano seguinte, recebeu o Sanfona de Ouro, na categoria Cantora Revelação. Em 2023, sua performance “Poesia da Vaca” recebeu Menção Honrosa no Festival de Cenas Curtas de Tiradentes (MG). Em 2026, voltou a receber o Sanfona de Ouro, desta vez na categoria Cantora, além de ser premiada no Festival Sescanção, promovido pelo Sesc Sergipe.
 
Apesar de partir de experiências autobiográficas, o álbum busca construir uma comunicação direta com o público. A intenção da artista é que cada ouvinte possa reconhecer nas canções sentimentos e experiências próprias.
 
Com “Humana”, que chega às plataformas no dia 16 de outubro, Bruna reúne música, performance, pesquisa e experiências pessoais em um trabalho que parte de Sergipe para dialogar com questões universais.

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