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Aracaju (SE), 06 de março de 2026
POR: Gabriela Ruddy
Fonte: Agência Eixos
Em: 14/01/2026 às 07:00
Pub.: 14 de janeiro de 2026

Fábricas de fertilizantes em Sergipe e Bahia voltam a operar em meio a riscos no suprimento internacional

Irã, Venezuela e Rússia são supridores de ureia para o Brasil

Fábrica de fertilizantes nitrogenados da Petrobras - Foto: Petrobras/Divulgação

A Petrobras retomou a produção de fertilizantes no Nordeste, depois de mais de dois anos de interrupção. O retorno das operações em Sergipe e na Bahia era esperado para o fim de 2025 e acabou coincidindo com um momento de risco no suprimento internacional desses produtos. 

  • Três grandes fornecedores de ureia para o Brasil vivem situações políticas tensas: Irã, Rússia e Venezuela. Ao todo, foram mais de 1,87 bilhão de toneladas de ureia importadas desses países em 2025. 
  • Juntos, os três países responderam por 24% das importações de ureia brasileiras no ano passado, segundo dados da balança comercial divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

O aumento na produção nacional reduz a fragilidade brasileira, num contexto de crescentes tensões geopolíticas

  • Irã vive uma onda de protestos contra o atual governo, que já deixaram mais de 2 mil mortos (CNN)
  • Os Estados Unidos, inclusive, anunciaram uma tarifa adicional de 25% a produtos de países que seguirem fazendo negócios com o Irã em meio aos protestos. (G1)
  • Venezuela foi invadida pelos Estados Unidos no começo de janeiro e o presidente Donald Trump vem indicando que a produção do país passará a ser controlada por empresas estadunidenses, mas ainda não há clareza sobre os próximos passos.
  • Rússia segue em guerra desde 2022, após a invasão à Ucrânia. 

A Petrobras estima que pode suprir metade da demanda brasileira de ureia e até 9% do consumo nacional total de fertilizantes. 

  • O tema é sensível para o agronegócio, que importa a maior parte dos fertilizantes nitrogenados que consome. 
  • Os riscos já estavam no radar do mercado, sobretudo com as questões geopolíticas envolvendo a Rússia e o Irã nos últimos anos. 
  • Além da garantia do suprimento, também há uma expectativa de que o retorno da Petrobras aos fertilizantes garanta disponibilidade do produto no mercado nacional a preços competitivos e, assim, ajude a reduzir fraudes, no caso do Arla 32.
  • Ainda assim, a produção doméstica ajuda, mas não assegura proteção total contra repiques nos preços internacionais, que podem ser repassados pela Petrobras.

A produção nas fábricas de fertilizantes na Bahia e em Sergipe ocorre depois de um longo processo de devolução das plantas, que foram arrendadas à Unigel em 2019

  • Segundo a estatal, a fábrica sergipana começou a produzir amônia em dezembro e, na semana passada, passou a fabricar também a ureia. 
  • Já a unidade baiana está em fase de comissionamento de partida, com expectativa de início da produção de ureia até o fim de janeiro.

O retorno da estatal ao mercado de fertilizantes foi uma das promessas de campanha do presidente Lula (PT), depois que a empresa deixou esse mercado para focar na exploração e produção de petróleo e gás, durante os governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL)

  • A retomada inclui ainda a Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3), no Mato Grosso do Sul, e a Araucária Nitrogenados (Ansa), no Paraná.

Confira matéria completa em Agência Eixos


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