Aracaju (SE), 14 de março de 2026
POR: Shirley Vidal
Fonte: Assessoria de Comunicação/VIP Conecta
Em: 27/01/2026 às 10:12
Pub.: 27 de janeiro de 2026

Varejistas resgatam carnê como meio de pagamento para 2026

Com aprovação de crédito direto no balcão, rede de supermercados GBarbosa aposta na modalidade para venda de eletro

Varejistas resgatam carnê como meio de pagamento para 2026 - Foto: Assessoria de Comunicação/VIP Conecta

O cenário econômico reacendeu o protagonismo de um velho conhecido do varejo: o carnê. Em meio à alta dos juros, que atingem 15% ao ano, e à redução dos limites dos cartões de crédito, o modelo volta como opção de pagamento mais inclusiva e próxima da realidade do consumidor brasileiro, com prestações que cabem no orçamento doméstico.

Com mais de 70 super/hipermercados e 92 unidades Eletro Show no Nordeste, a rede GBarbosa adotou a estratégia do carnê no balcão da loja, exclusivo para a compra de eletro. Na Black Friday do ano passado, por exemplo, as parcelas de 36 vezes fizeram sucesso entre os clientes que aspiravam comprar uma geladeira, ar-condicionado, TV tela plana ou outros bens duráveis como os de linha branca e eletroportáteis. “O carnê é mais uma opção de pagamento que oferecemos aos nossos clientes para que possam realizar suas compras com toda comodidade e da forma que melhor atenda às suas necessidades e planejamento financeiro”, destaca a rede.  

Fora do período de grandes campanhas, o parcelamento se dá em até 24 parcelas fixas, através de boleto bancário, não precisa dar entrada e a 1ª parcela tem vencimento após 30 ou 45 dias a partir da data da compra. O cliente precisará apresentar documento como RG, CNH ou CTPS e, com a pré-aprovação, também precisará do comprovante de residência e de renda.

Economista orienta sobre compras em Carnê

O economista Rodrigo Rocha avalia o pagamento com carnê uma alternativa relevante no Brasil. "Entre as principais vantagens para consumidores estão a facilidade de acesso sem burocracia bancária, parcelas que cabem no orçamento e juros geralmente menores que os do crédito rotativo", considera Rocha.

Ele comenta que diante da alta nos preços de bens essenciais e duráveis, inflação persistente e restrições no crédito de cartões, o carnê contribui para um maior controle financeiro das famílias. "O modelo do carnê possui datas fixas para o pagamento, tem transparência nos valores,e promove inclusão ao consumo em regiões de baixa bancarização", acrescenta.

Para as empresas, o economista diz que essa modalidade amplia as vendas, fideliza clientes e permite autonomia na concessão de crédito. "O lojista alcança públicos que normalmente seriam rejeitados pelos bancos", sinaliza Rocha sobre um nicho de mercado a ser explorado.


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