O corpo no trabalho: quando a saúde emocional impacta produtividade e resultados :: Por Erenita Sousa
Erenita Sousa
Vivemos em um tempo em que muitas pessoas tentam seguir em frente apenas com força mental. No ambiente organizacional, isso se traduz em metas cada vez mais altas, pressão constante por resultados e pouco espaço para pausas reais. O problema é que o corpo guarda histórias que a mente já não consegue sustentar sozinha.
Dores que surgem sem explicação clínica clara, tensões musculares recorrentes, crises de ansiedade, pânico, fadiga extrema e esgotamento emocional não são apenas questões individuais — são sinais de um sistema que precisa ser cuidado. O corpo se torna, então, um território de escuta, cuidado e cura.
Na psicanálise e na escuta terapêutica, compreendemos que o corpo manifesta aquilo que foi silenciado emocionalmente. Quando não há espaço para falar, sentir ou elaborar, o corpo fala. E quando o corpo fala, ele não pede julgamento — pede cuidado.
Dentro das organizações, esse cuidado pode (e deve) ser estruturado. Cada vez mais empresas têm investido em Programas de Bem-Estar Corporativo, iniciativas que integram ações voltadas para a saúde mental, emocional e física dos colaboradores. Essas ações podem incluir pausas programadas para relaxamento, sessões de massagem, práticas corporais, escuta terapêutica, rodas de conversa, orientação psicológica e ambientes que respeitem limites humanos.
Os benefícios são claros e mensuráveis:
· redução do nível de estresse;
· diminuição de dores e tensões musculares;
· maior disposição para o trabalho;
· melhora do foco e da clareza mental;
· aumento da produtividade sustentável;
· redução de afastamentos por adoecimento físico e emocional.
É importante compreender que saúde emocional não é luxo. É base. Empresas são formadas por pessoas. E pessoas adoecidas emocionalmente não conseguem sustentar produtividade saudável no longo prazo. O custo do não cuidado aparece em retrabalho, conflitos, absenteísmo, queda de performance e ambientes tóxicos.
Quando falamos em terapia humanizada no contexto organizacional, falamos de presença, escuta qualificada, respeito aos limites e ao tempo de cada pessoa. Não se trata de “consertar” o colaborador, mas de criar um espaço onde ele possa se reorganizar internamente, recuperar energia vital e fortalecer sua relação consigo mesmo e com o trabalho.
Muitas vezes, o corpo não está falhando. Ele está tentando proteger do excesso que vem sendo carregado: excesso de demandas, de responsabilidades, de silêncios e de expectativas não ditas. Cuidar do corpo é também cuidar da mente, das emoções e da história que cada pessoa vive — dentro e fora da empresa.
Convite à consciência organizacional
Se a sua empresa percebe sinais de esgotamento emocional, adoecimentos recorrentes ou queda de engajamento, talvez não seja apenas uma questão de desempenho — mas de cuidado.
Investir em programas de bem-estar, escuta terapêutica e práticas de cuidado humanizado é uma decisão estratégica que fortalece pessoas, relações e resultados.
Empresas que cuidam do capital humano constroem ambientes mais saudáveis, produtivos e sustentáveis.
Para implantar ações de cuidado emocional e corporal no ambiente organizacional, com uma abordagem humanizada, sistêmica e alinhada à realidade da sua empresa, entre em contato.
Esse pode ser o primeiro passo para transformar o ambiente de trabalho em um espaço de mais presença, saúde e consciência.
Com escuta, propósito e verdade,
Erenita Sousa
@erenita_sousa | 79 9 9961-5636
*Contadora, jornalista, psicanalista, mentora e consteladora sistêmica familiar e empresarial.
Atua no campo terapêutico e empresarial com foco em desenvolvimento humano, posicionamento interno e relações saudáveis no trabalho e na vida.