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Aracaju (SE), 04 de novembro de 2026
POR: Lucas Silva/Ascom UFS
Fonte: Ascom UFS
Em: 04/11/2026 às 12:16
Pub.: 04 de novembro de 2026

Olhares Ancestrais: UFS recebe mostra fotográfica inédita sobre comunidade de São Cristóvão

Projeto une universidade e ribeirinhos para retratar o Samba de Côco. Exposição vai até 17 de novembro.

Olhares Ancestrais: UFS recebe mostra fotográfica inédita sobre comunidade de São Cristóvão - Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS

A Universidade Federal de Sergipe (UFS) recebe, até 17 de novembro, a exposição fotográfica “Olhares Ancestrais: Exposição de fotografias da Ilha Grande”, instalada no hall da Biblioteca Central (BICEN), no campus de São Cristóvão. A mostra reúne imagens que retratam o cotidiano, as memórias, o território e as manifestações culturais da comunidade ribeirinha da Ilha Grande, na cidade de São Cristóvão, com destaque para a tradição do Samba de Côco e o legado da Mestra Madá.

A iniciativa é promovida pelo grupo de pesquisa LIMA (Laboratório de Imagens, Memórias e Afeto), com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) e Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (FUNCAP), apresenta os resultados de uma oficina fotográfica realizada em abril deste ano. As fotografias foram produzidas coletivamente por pesquisadores e participantes da comunidade, que tiveram a oportunidade de desenvolver habilidades de registro e construir seus próprios olhares sobre o lugar onde vivem.

A exposição busca valorizar as histórias e os conhecimentos que constituem a identidade da Ilha Grande, apresentando, através das imagens, aspectos da vida cotidiana e das relações da comunidade com o território, evidenciando a importância das tradições culturais na preservação da memória coletiva.

O Samba de Côco é um dos elementos que ocupa um lugar de destaque, pois, a manifestação representa uma importante expressão da cultura popular sergipana. A construção coletiva da exposição também representa um dos diferenciais da iniciativa. Ao envolver moradores na produção das fotografias, o projeto amplia as possibilidades de representação da comunidade, permitindo que seus próprios integrantes participem da construção das narrativas visuais sobre sua realidade.

De acordo com a coordenadora do projeto Olhares Ancestrais, Profa. Erna Barros, conta que “a exposição é fruto do encontro entre a comunidade acadêmica, os discentes, com a comunidade de Ilha Grande, que é território de São Cristóvão. E a ideia é que a gente possa transparecer através das fotografias, feitas a partir de uma oficina realizada ao longo de todo o ano, o encontro de gerações”.

“Em Ilha Grande existe uma das manifestações culturais mais importantes do estado de Sergipe, que é o samba de coco. E a partir disso, tentamos fazer com que os alunos entendam a importância e valorizem esse espaço, como também possam realizar fotografias, ou seja, treinar a técnica fotográfica a partir desse encontro", completou.

Integrante do LIMA, o discente Arthur Araújo, ressalta a importância na relação entre a comunidade acadêmica, com a valorização do território. “Acredito que trazer para a comunidade acadêmica, não só a informação, mas imagens, demonstrando a cultura, um pouco do que é a Ilha Grande, ajuda na valorização histórica daquele lugar. E o momento das fotografias, de uma convivência, podemos perceber que houve uma troca com a comunidade, com toda a população de lá, sendo um momento sensacional, e agora, ver o resultado, com as fotografias, expostas aqui na universidade, é um sentimento de missão cumprida para todo mundo que participou desse projeto".

Para o espectador, que apreciava a exposição, Alex Dener, “o momento é de muita admiração, porque são fotografias muito lindas, muito impactantes e convidam você a conhecer um pouco mais do trabalho, das pessoas que fotografaram, como também da comunidade que foi assistida com esse projeto. Porque, essa exposição é uma forma de passar a cultura de um lugar para conhecimento de várias pessoas".

A exposição evidencia, ainda, a aproximação entre pesquisa acadêmica, extensão universitária e comunidades tradicionais. Por meio da fotografia, o trabalho transforma experiências compartilhadas em registros documentais e artísticos, contribuindo para o reconhecimento e a valorização do patrimônio cultural e imaterial de Sergipe.

 

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