Aracaju (SE), 21 de junho de 2026
POR: Kelly Oliveira e Wellton Máximo
Fonte: Agência Brasil
Em: 06/11/2018 às 15:43
Pub.: 06 de novembro de 2018

Paulo Guedes propõe votação de parte da reforma da Previdência ainda em 2018

O economista Paulo Guedes, futuro ministro da Economia (Foto: Fernando Frazão/ Arquivo Agência Brasil

O economista Paulo Guedes, futuro ministro da Economia (Foto: Fernando Frazão/ Arquivo Agência Brasil

O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu a votação, ainda neste ano pelo Congresso Nacional, de uma "parcela do texto atual" da reforma da Previdência já aprovada em comissão especial da Câmara dos Deputados.

O economista Paulo Guedes, que comanda o núcleo econômico da campanha do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, fala à imprensa.

Guedes propôs também que a discussão de sua proposta sobre um novo sistema, ancorado na capitalização, comece no ano que vem. "Seria um saldo positivo para o governo que sai e para o que entra", afirmou.

Na segunda-feira (5) o presidente eleito, Jair Bolsonaro, propôs que se aprove neste ano pelo menos a idade mínima para aposentadoria, que ele estimou em 61 anos para homens e 56 para mulheres. Na proposta  que está na Câmara, as faixas são de 65 e 62 anos, respectivamente. Hoje Bolsonaro voltou a mencionar que discutirá o assunto com o presidente Michel Temer amanhã (7), em reunião no Palácio do Planalto. Bolsonaro disse que a reforma será "a possível, a proposta que tenha votos (para ser aprovada).  

Questionado sobre a viabilidade política de se aprovar a reforma da Previdência ainda em 2018, Paulo Guedes disse acreditar que a "a política se dará em novas bases de centro-direita". "Os votos [no Congresso] deixarão de ser individuais, na base do toma lá dá cá, e obedecerão à orientação dos partidos", afirmou.

Segundo o economista, além da Previdência, o novo governo, tão logo assuma, pretende se dedicar também à desburocratização, simplificação tributária e privatização – temas que também terão de ser analisados pelo Legislativo. As declarações foram dadas na portaria do Ministério da Fazenda, antes de Guedes se reunir com o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, a quem irá suceder.

Edição: Nádia Franco

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