Aracaju (SE), 22 de junho de 2026
POR: Carolina Gonçalves e Vitor Abdala
Fonte: Agência Brasil
Em: 18/11/2018 às 13:32
Pub.: 19 de novembro de 2018

Jair Bolsonaro volta a dizer que médicos cubanos são escravos da ditadura

O presidente eleito Jair Bolsonaro voltou a afirmar hoje (18) que Cuba submete seus profissionais, vinculados ao programa Mais Médicos, a uma situação de “trabalho análogo a escravidão”. Ele também afirmou que alguns prefeitos, que reclamam da saída dos cubanos, querem se eximir de responsabilidades.

Jair Bolsonaro volta a dizer que médicos cubanos são escravos da ditadura (Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil)

Jair Bolsonaro volta a dizer que médicos cubanos são escravos da ditadura (Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil)

“A prefeitura mandou embora seu médico para pegar um cubano. Quer ficar livre da responsabilidade. A Saúde [municipal] também tem sua responsabilidade”, afirmou Bolsonaro, que foi à  Arena Carioca 1, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro acompanhar as finais do evento de Jiu-Jitsu Abu Dhabi Grand Slam Rio.

Bolsonaro acrescentou que ainda não é o presidente, mas que "dia 1º vamos apresentar [uma solução para a saída dos médicos cubanos]. Não podemos admitir escravos cubanos no Brasil nem continuar alimentando a ditadura cubana também”.

O presidente eleito reiterou o que disse há dois dias, lembrando que muitos cubanos deixam para trás as famílias, pois não podem trazê-las para o Brasil e são obrigados a repassar 70% dos salários para o governo de Cuba.

Reações
A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) divulgou nota neste domingo alertando sobre o impacto da saída dos médicos cubanos. O grupo cita a presença dos profissionais em 2,8 mil municípios e destaca que em 611 municípios todos os médicos atuantes eram cubanos.

De acordo com a entidade, as dificuldades de lotação e fixação de médicos em áreas de difícil acesso ou de alta vulnerabilidade social é um problema histórico e estrutural do sistema de saúde brasileiro que começou a melhorar em 1994, com a implantação da Estratégia Saúde da Família (ESF) e, especialmente em 2013, quando foi criado Programa Mais Médicos para o Brasil (PMMB).

Ao elencar os avanços do programa, a Abrasco ainda cita uma série de sugestões de medidas para que o governo evite prejuízos à população como a imediata negociação com Cuba, a abertura do processo de chamada pública de médicos para as vagas desocupadas pelos cubanos e a implantação de proposta de carreira pública para os profissionais de saúde que optarem pela dedicação ao SUS.

Exames
Bolsonaro confirmou que irá a São Paulo, no próximo dia 23, para se submeter a exames pré-operatórios para a retirada da bolsa de colostomia. No sábado (24) ele segue para o Rio de Janeiro. “Estarei na minha Brigada de Infantaria Paraquedista [no Rio] onde verei milhares de colegas que serviram comigo naquela grande unidade”, afirmou.

O presidente eleito afirmou que terá uma agenda intensa em Brasília, a partir de terça-feira (20), e defendeu a união dos poderes para buscar soluções para os problemas do país: “Temos que nos unir. Não posso governar sozinho. O Executivo apesar de falar que é um Poder independente, em grande parte depende do Parlamento brasileiro. Temos que nos aproximar e muito do Parlamento”, disse.

Em seguida, Bolsonaro detalhou que irá ao Tribunal de Contas da União e também à Controladoria Geral da União. “Esta semana continuam mais visitas protocolares às instituições para demonstrar não só nossa humildade bem como a vontade de governar junto o Brasil.

Ao deixar a Arena 1, o presidente eleito parou em um quiosque, na Barra da Tijuca, onde tomou água de coco, tirou fotos e cumprimentou quem passava pelo local.

Edição: Denise Griesinger

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