Senadora fala sobre o Outubro Rosa e lamenta dificuldade enfrentada por pacientes
Ao falar sobre a campanha do Outubro Rosa, que começa nesta quinta-feira(1/10), a senadora Maria do Carmo Alves (DEM) lamentou a dificuldade encarada por milhares de mulheres que enfrentam o drama da descoberta de um câncer e a desassistência por parte do poder público. “Este ano o mote da campanha, que visa a conscientização, prevenção, diagnóstico precoce e tratamento do câncer de mama, é exatamente, ‘Quanto antes melhor’, um alerta para a necessidade da descoberta da doença o mais breve possível para que haja mais assertividade e êxito no tratamento”, apontou a parlamentar.
Senadora Maria do Carmo Alves (Foto: Assessoria Maria do Carmo Alves)
Maria do Carmo observou que a solução do problema está ligado à agilidade não só do diagnóstico precoce, mas principalmente, do tratamento. “Não adianta ter o diagnóstico rápido e passar meses esperando para iniciar o tratamento”, disse a senadora.
Maria lembrou que a Lei 13.896/2019, determina que os exames para a confirmação do diagnóstico de câncer sejam realizados no Sistema Único de Saúde (SUS), em no máximo de 30 dias. Nela está incluso um parágrafo da Lei 12.732/2012 - conhecida como Lei dos 60 Dias -, que estabelece prazo máximo de dois meses para o início do tratamento pelo setor público. “O que está colocado, por lei, é que entre o diagnóstico e o tratamento deve decorrer um prazo-limite de 90 dias, porém não é o que acontece na prática”, afirmou.
Para ela, esse tempo de espera gera incerteza e angústia, não só na paciente, mas em todos que estão à sua volta. “Essa espera, aliada ao avanço da doença acaba acarretando outros problemas de ordem física e emocional, pois há um baque muito grande e, nesse momento, essa paciente precisa de toda uma rede de apoio para ajudá-la nessa difícil caminhada. E o primeiro passo é ter acesso ao devido tratamento”, afirmou Maria do Carmo.
Chance de cura e investimentos
Segundo especialistas, o câncer de mama, quando descoberto em seu estágio inicial apresenta 95% de chance de cura. “Isso significa um tratamento mais eficiente e melhor qualidade de vida à paciente”, disse a senadora por Sergipe, observando que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), a atraso entre o diagnóstico e o tratamento é responsável pela mastectomização (retirada total do seio) em 70% dos casos de câncer de mama.
Para Maria do Carmo, além da agilidade no processo, é preciso garantir recursos para que o setor público consiga oferecer o devido atendimento às pacientes diagnosticadas com a doença. “Para mim, é uma questão muito sensível. Precisamos estar atentas para cobrar e tentar viabilizar recursos com o propósito de assegurar um tratamento continuado à essas mulheres, pois só quem enfrenta a dor da doença, aliada à falta de estrutura e atendimento é que sabe o peso disso”, afirmou.
Como senadora, Maria tem dedicado recursos para investimentos em saúde. Em maio passado, ela conseguiu junto ao Ministério da Saúde o pagamento de aproximados R$ 3 milhões para o Programa de Assistência Básica (PAB) em mais 15 municípios sergipanos. Também empenhou R$ 200 mil para a Legião de Combate ao Câncer, que tem sede em Aracaju e, através de uma equipe de multiprofissionais garante atendimento de alta complexidade a milhares de mulheres.