O fogo amigo de Alessandro queimou a chapa do Senado e deixou a reeleição de Fábio em suspenso :: Por Fausto Leite
Sergipe entrou na segunda quinzena de fevereiro como quem entra num salão já lotado e, ainda assim, resolve testar o alarme de incêndio. Bastou uma frase para transformar desconforto crônico em crise aberta. Na entrevista ao radialista Narcizo Machado, o senador Alessandro Vieira afirmou que André Moura correria o risco de “acordar com a polícia batendo na porta”. Em qualquer lugar isso já seria grave. Em Sergipe, onde política é proximidade, família e memória, a frase não foi apenas um ataque. Foi uma insinuação com endereço, sobrenome e efeito colateral.
A frase tem peso porque carrega subtexto. Não se trata de divergência ideológica nem de disputa por espaço natural. É sugestão de suspeita. É colocar o aliado sob sombra pública. É plantar dúvida no eleitor e, depois, tentar vender como figura de linguagem. O problema é que, em política estadual, figura de linguagem vira rótulo rápido demais. E rótulo, em ano pré-eleitoral, é combustível perigoso.
A reação de André Moura veio no tom de quem entende que a linha foi ultrapassada. Ele não relativizou, não suavizou, não buscou explicação técnica. Foi direto: ...
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