Relatora da Lei Brasileira de Inclusão pede que vereadores derrubem vetos de Edvaldo Nogueira
Relatora da Lei Brasileira de Inclusão pede que vereadores derrubem vetos de Edvaldo Nogueira (Foto: George Gianni/CMA)
“Fiquei preocupada, vim pedir a ajuda de vocês e agradecer, do fundo do coração, a todos os vereadores que decidirem fazer a inclusão que, se melhora a cidade para quem tem deficiência, a deixa muito melhor para todo mundo”, afirma Gabrilli.
Ex-secretária municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo, ex-vereadora e deputada federal em seu segundo mandato, Mara é autora de projetos importantes e foi relatora da Lei Brasileira de Inclusão. Em agosto de 2015, representou o Congresso Nacional na reunião do Comitê sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra.
Ao analisar o PL nº 145/2017, que propõe a oferta de material didático em versão eletrônica e acessível para pessoas com deficiência visual nas escolas de Aracaju, a deputada ressaltou a importância de se ter uma lei municipal que reforce a legislação federal. “As editoras não podem se recusar a disponibilizar o livro em versão acessível. Nenhum tipo de desculpa para isso é aceito. O mesmo vale para as escolas, que não só devem prover o material didático, como têm que cumprir a LBI. Somos 45 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência, infelizmente a maioria não consegue chegar à escola e, quando chega, não encontra um currículo acessível. Por isso a importância deste projeto de lei”, diz.
Mara Gabrilli também elogiou os PLs 203 e 369/2017, que beneficiam pessoas com deficiência auditiva. O primeiro autoriza o poder executivo a criar a categoria de intérprete da Língua Brasileira de Sinais no quadro permanente de servidores da Prefeitura de Aracaju; o segundo institui a adoção de uma plataforma de videoconferência que promova tradução simultânea para a Libras no serviço público municipal.
“Quando eu fui vereadora em São Paulo fiz uma lei semelhante e funciona bem. Como a cidade é muito grande, o serviço de tradução passou a ser ofertado por meio de webcam, ficou muito mais barato e possível de fazer. Hoje, no Brasil, a quantidade de pessoas surdas é muito grande e a maioria delas não sabe ler nem escrever em português, só se comunica através da Libras. E vocês acham que a gente tem o direito de subtrair desses cidadãos o direito à comunicação? Não, a gente precisa mudar isso no nosso país”, enfatiza Mara Gabrilli.