Senador Valadares diz que "daqui até as eleições podem acontecer surpresas"
Senador Antonio Carlos Valadares (Foto: Moreira Mariz/Arquivo Agência Senado)
O senador explicou que o projeto do PSB/SE, estimulado pela Executiva Nacional do partido, diferencia-se das demais por duas características fundamentais. ” Trata-se de um projeto pautado em duas plataformas: da ética e de uma proposta de governo que salve Sergipe. As propostas e articulações estão sendo feitas diretamente pelo pré-candidato ao governo”.
Valadares fez questão de reforçar que, já obtendo o apoio de oito partidos, o projeto do PSB/SE terá o deputado federal Valadares Filho como pré-candidato a governador, dispondo de uma vaga de vice-governador e duas de Senado para possíveis composições.
Questionado, o senador admitiu que o partido ainda não deliberou colegiadamente sobre a possibilidade de uma reeleição dele ao Senado Federal. “O entendimento do nosso grupo é de aguardar os resultados das pesquisas para avaliar se uma candidatura do senador Valadares irá ajudar ou prejudicar o projeto”, admitiu, alegando que num primeiro momento a ênfase é o carro-chefe de qualquer campanha nos Estados: pré-candidato a governador e proposta de gestão a serem apresentados ao eleitorado durante o período de propaganda eleitoral.
Ele também se mostrou otimista com a possibilidade de candidatura do ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, recém filiado ao PSB, à presidência da República.
Provocado pelos radialistas, Valadares descartou aproximação com o PSD/SE, atual partido do governador Belivaldo Chagas, e afastou a tese de composições com partidos ligados aos governos municipal, estadual e federal, incluindo o PT/SE, presidido pelo ex-secretário da Saúde Rogério Carvalho e do presidente do PRB, pastor Heleno Silva, ambos aliados e ocupando cargos no Governo do Estado. Mas acentuou que daqui até às eleições podem acontecer muitas surpresas em razão do crescimento que espera da pré-candidatura de Valadares Filho.
Valadares rejeita aliança com candidatos de Temer.
“Nós não estaremos em palanque de apoio a nenhum candidato do presidente Michel Temer”, reafirmou, referindo-se à pré-candidatura do líder do governo, André Moura, ao Senado. Ele alertou a população de que o presidente da República reduz o repasse de recursos públicos aos entes federados, investindo fortemente na na eleição de aliados, deputados federais e senadores, objetivando a formação de uma bancada grande no Congresso Nacional, originariamente da região Nordeste. Segundo Valadares, é a eleição da “bancada dos escudeiros de Temer” que está sendo projetada no palácio do Planalto.
Questionado sobre a possibilidade de composição com o senador Eduardo Amorim, Valadares lamentou que ele tenha perdido a liderança do grupo ao se inibir diante do protagonismo de cooptação de partidos exercido dentro do grupo, por aquele que realmente comanda, Dep André Moura.