Pandemia e racismo: "Não dá para ficar indiferente", diz Dr. Manuel Marcos
Vereador Dr. Manuel Marcos (Foto de arquivo: Gilton Rosas/ CMA)
“Vivemos dois problemas sistêmicos e urgentes. Do ponto de vista da política, ainda falta medidas estruturais e institucionais a serem aplicadas. Já enquanto indivíduos, falta empatia, respeito e solidariedade. Sem essa ação coletiva, dificilmente alcançaremos um nível satisfatório de seguridade”, declara.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, revelam que o Brasil já ultrapassou a marca de 30 mil mortes por covid-19 e ainda pode quadruplicar o número de óbitos. “Não dá para ficar indiferente, estamos prestes a entrarmos em colapso. Manifesto minha preocupação com a possibilidade de nosso sistema não conseguir atender toda demanda. Sergipe conseguiu mais respiradores e Aracaju conta com o Hospital de Campanha, porém, o estado de crise é iminente”, ressalta o parlamentar.
Em paralelo ao combate à pandemia do coronavírus, frentes de luta contra o racismo ganharam força e reacenderam os debates acerca das violências que a pessoa negra é acometida. “Sociedade, gestores públicos, sistema de Justiça, iniciativa privada e os movimentos sociais podem colaborar e devem dar visibilidade ao problema. O racismo revela a restrição de cidadania do povo preto e nos alerta sobre a necessidade de criarmos ações de enfrentamento da discriminação e violência”, adverte Dr. Manuel Marcos.