Câncer infanto-juvenil: Maria destaca importância do diagnóstico e tratamento
Câncer infanto-juvenil: Maria destaca importância do diagnóstico e tratamento (Foto: Assessoria Maria Mendonça)
Segundo especialista do Inca, a maioria desses pacientes terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado. “O nosso Estado, ainda, carece de uma política pública eficiente para garantir o acesso dos pacientes ao diagnóstico precoce e o tratamento em tempo hábil para que haja maior chance de cura”, disse Maria Mendonça, ao destacar a importância do Hospital do Câncer que há anos está desenhado, mas não avançou.
O câncer infanto-juvenil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. Geralmente afeta as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação. Por serem predominantemente de natureza embrionária, tumores na criança e no adolescente são constituídos de células indiferenciadas, o que, geralmente, proporciona melhor resposta aos tratamentos atuais.
Os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são as leucemias (que afetam os glóbulos brancos), os que atingem o sistema nervoso central e os linfomas (sistema linfático). Também acometem crianças e adolescentes o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tipo de tumor renal), retinoblastoma (afeta a retina, fundo do olho), tumor germinativo (das células que originam os ovários e os testículos), osteossarcoma (tumor ósseo) e sarcomas (tumores de partes moles).
“Os pais precisam ficar atentos aos sinais que podem surgir, como febre intermitente ou contínua, tumor em qualquer parte do corpo, perda de peso, dentre outros sintomas”, ressaltou. Para ela, é de extrema relevância que o Estado adote medidas que possam gerar conscientização e alerta à sociedade sobre a gravidade da doença.
Com informações do Inca