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Aracaju (SE), 04 de fevereiro de 2026
POR: Laís Marques
Fonte: Ascom Unit
Em: 24/07/2025 às 09:24
Pub.: 24 de julho de 2025

Atividade física pode auxiliar no processo de luto e prevenir quadros de depressão, aponta psicólogo

Movimentar o corpo libera substâncias ligadas ao bem-estar, auxilia no enfrentamento da dor emocional e pode ser um suporte na reconstrução psíquica após perdas traumáticas

Psicólogo e professor da Universidade Tiradentes (Unit), Cleberson Costa - Foto: Ascom Unit

Passar por um luto é uma das vivências mais difíceis da existência humana. Trata-se de um momento marcado por dor intensa e pela necessidade de se adaptar à ausência de alguém querido. Quando esse sofrimento persiste e se aprofunda, há risco de evolução para depressão ou luto prolongado, exigindo estratégias eficazes para lidar com a situação. Nesse contexto, a prática regular de exercícios físicos aparece como uma aliada importante da saúde mental, não só trazendo benefícios fisiológicos, mas também colaborando com a retomada do equilíbrio emocional em fases de perda.

De acordo com o psicólogo e professor da Universidade Tiradentes (Unit), Cleberson Costa, o luto frequentemente envolve sentimentos como tristeza, culpa, raiva e um profundo vazio. Quando essas emoções permanecem por um período prolongado e interferem nas atividades cotidianas, pode-se caracterizar um quadro de luto patológico, que demanda acompanhamento profissional e alternativas de enfrentamento, entre elas, o exercício físico. A Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 revela que adultos brasileiros que se exercitam no tempo livre apresentam 26% menos chance de desenvolver sintomas depressivos. Isso reforça o papel do movimento corporal como ferramenta de recuperação emocional.

“O exercício físico é uma forma bastante eficaz de enfrentar o luto. Além de trazer benefícios sociais e psicológicos, ele reduz níveis de ansiedade e depressão por meio da liberação de endorfinas, ajudando a aliviar o sofrimento emocional e promovendo sensações de bem-estar e autogerenciamento. A prática também estimula a liberação de neurotransmissores como serotonina, dopamina e endorfina, que estão diretamente ligados à regulação do humor. Do ponto de vista psicológico, contribui para uma sensação de progresso, promove distração saudável e ajuda a estabelecer uma rotina”, pontua Cleberson.

Uma aliada complementar à terapia

Para o especialista, incluir a atividade física como recurso complementar à psicoterapia pode ser bastante benéfico, principalmente por ajudar na reorganização da vida e no gerenciamento das emoções. Ao estabelecer uma rotina de exercícios, a pessoa enlutada pode desenvolver novos laços sociais e redescobrir significados para a vida, tornando o processo de luto mais suportável e transformador.

“É importante iniciar a prática quando a pessoa já apresenta alguma disposição física mínima. O luto, em sua fase inicial, geralmente vem acompanhado de intensa tristeza e falta de energia, o que torna necessário respeitar esse momento. Iniciar os exercícios muito cedo pode gerar ainda mais sofrimento, como culpa. Por isso, é essencial que o início seja gradual e, sempre que possível, orientado por um profissional de educação física”, adverte o psicólogo.

O ponto de partida para a prática de atividades físicas deve ser uma abertura mínima para o movimento. “Respeitar os primeiros momentos do luto é essencial. Pressionar alguém a se exercitar precocemente pode aumentar a angústia. A melhor abordagem é começar devagar, conforme a condição emocional e física da pessoa, e contar com a orientação de um profissional qualificado. Mesmo quem nunca teve hábito de praticar exercícios pode sentir os efeitos positivos, como melhora na autoestima, redução da ansiedade, mais qualidade no sono e sensação de estrutura em meio ao caos emocional”, ressalta.

Quando o luto está associado a eventos traumáticos, como mortes violentas ou inesperadas, o sofrimento tende a ser ainda mais intenso. Nesses casos, a prática de exercícios também pode ajudar na liberação de tensões, amenizando sintomas de transtorno de estresse pós-traumático e trazendo conforto físico e psicológico. “Atividades como caminhadas, yoga e alongamentos leves são boas alternativas iniciais. A escolha da prática deve considerar a afinidade do indivíduo e a orientação de profissionais capacitados”, explica Cleberson.

A prática deve ser apoio, não uma forma de fuga

Apesar de seus inúmeros benefícios, a atividade física também pode ser usada de forma inadequada, funcionando como uma forma de evitar o enfrentamento das emoções. Quando a prática se torna compulsiva, deixa de contribuir com a cura emocional e passa a mascarar sentimentos que precisam ser compreendidos e trabalhados. Por isso, equilíbrio e consciência são fundamentais nesse processo.

“O ideal é buscar ajuda profissional, começando por um psicólogo, que poderá avaliar se o luto está se desenvolvendo dentro do esperado ou se há sinais de que se tornou patológico. Com esse acompanhamento, será possível identificar uma atividade física com a qual você se conecte e, ao mesmo tempo, esteja cercado por pessoas que possam fortalecer seus vínculos sociais. Assim, ao movimentar o corpo, você também move suas emoções, contribuindo para reencontrar um novo sentido para a vida”, finaliza o psicólogo.


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