EDUCAÇÃO - TOPO
Aracaju (SE), 15 de junho de 2026
POR: Triade Comunicação e Assessoria
Fonte: Triade Comunicação e Assessoria
Em: 15/06/2026 às 11:45
Pub.: 15 de junho de 2026

"Ainda estamos aprendendo sobre os efeitos do uso prolongado das canetas emagrecedoras”, afirma médico

“Ainda estamos aprendendo sobre os efeitos do uso prolongado das canetas emagrecedoras”, afirma médico - Foto: Triade Comunicação e Assessoria

O alto consumo dos medicamentos análogos do receptor GLP-1, chamados popularmente de “canetas emagrecedoras”, é uma realidade no mundo. Porém, de acordo com o médico cirurgião digestivo e especialista em bariátrica, Rogério Rodrigues, a ciência ainda estuda os efeitos do uso prolongado dessas medicações.

“Vamos imaginar a seguinte situação: o paciente começa a perder peso, interrompe o tratamento, recupera peso e depois reinicia a medicação. Uma das perguntas que a ciência ainda busca responder é como múltiplos ciclos de perda e ganho de peso podem afetar a composição corporal e os mecanismos reguladores do peso, causando reganho de peso. A verdade é que ainda estamos aprendendo sobre os efeitos do uso prolongado das canetas emagrecedoras”, disse.

O médico ressalta que a obesidade não é simplesmente o excesso de comida: é uma doença complexa, influenciada por hormônios, genética, metabolismo, sistema nervoso e pela comunicação entre o intestino e o cérebro. Por isso, segundo ele, embora as “canetas emagrecedoras” tenham revolucionado o tratamento contra a obesidade, a cirurgia bariátrica continua sendo o tratamento mais eficaz e duradouro para pacientes com obesidade grave.

“A cirurgia bariátrica não é apenas diminuir o estômago. Ela promove profundas alterações metabólicas, aumentando os hormônios, as saciedades, como o GLP-1 e PYY, melhorando a sensibilidade à insulina e alterando positivamente a microbiota intestinal. A bariátrica é considerada uma cirurgia metabólica, por isso, apesar das canetas emagrecedoras, a bariátrica permanece sendo o tratamento mais eficaz contra a obesidade grave. É importante frisar que a obesidade é uma doença crônica e o tratamento precisa ser individualizado”, declara o médico cirurgião digestivo e especialista em bariátrica, Rogério Rodrigues.

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