FLUTUANTE  1000 x 300
Aracaju (SE), 01 de outubro de 2026
POR: Laís Marques
Fonte: Ascom Unit
Em: 01/10/2026 às 15:28
Pub.: 01 de outubro de 2026

Pesquisa avalia indicadores de risco cardiovascular em idosos com sobrepeso e obesidade

Estudo investigou biomarcadores inflamatórios e eletrocardiogramas para aprofundar a compreensão da saúde cardiovascular na população idosa 
Pesquisa avalia indicadores de risco cardiovascular em idosos com sobrepeso e obesidade - Foto: Ascom Unit
Fadiga, falta de ar, palpitações e dores no peito estão entre os sinais que podem exigir atenção quando se trata da saúde cardiovascular na terceira idade. Entre idosos com sobrepeso ou obesidade, essas manifestações podem estar relacionadas a diferentes condições, tornando relevante compreender os fatores associados ao excesso de peso para a avaliação e o acompanhamento desse público. 
 
Foi a partir desse cenário que a estudante do 11º período de Medicina da Universidade Tiradentes (Unit), Marina Maria de Melo, realizou, entre março de 2025 e março de 2026, uma pesquisa de iniciação científica voltada à relação entre processos inflamatórios e alterações cardiovasculares em idosos com sobrepeso e obesidade. O trabalho avaliou biomarcadores inflamatórios e eletrocardiogramas e teve a participação de Vitor Andrade, também do curso de Medicina, com orientação dos professores e pesquisadores Licia Santana e Davi Santana. 
 
Como surgiu a pesquisa 
 
A definição do tema teve como ponto de partida uma realidade frequente entre idosos: o excesso de peso associado a outras condições capazes de aumentar a possibilidade de problemas cardiovasculares. “Meu interesse surgiu principalmente pela grande quantidade de pacientes idosos que apresentam obesidade e outras comorbidades associadas, especialmente aquelas relacionadas ao risco cardiovascular. Diante dessa realidade, considero indispensável estudar melhor a relação entre inflamação, alterações cardiovasculares e essas condições”, explica Marina. 
 
Com base nessa percepção, a pesquisa procurou avaliar diferentes indicadores de forma integrada. Enquanto os biomarcadores contribuíram para a análise do processo inflamatório, o eletrocardiograma possibilitou verificar possíveis alterações relacionadas ao funcionamento do coração. “A proposta foi verificar se a análise conjunta desses dados poderia oferecer uma visão mais abrangente sobre a condição cardiovascular dos participantes”, detalha. 
 
Principais resultados 
 
Os resultados destacaram a relevância de levar em conta o excesso de peso e os processos inflamatórios na avaliação da saúde cardiovascular de idosos. A análise também indicou que a utilização conjunta de diferentes indicadores pode ajudar a ampliar a compreensão sobre as condições apresentadas por esses pacientes. 
 
Ainda assim, Marina destaca que os resultados não são suficientes para estabelecer conclusões definitivas. “Pesquisas com grupos maiores ainda são necessárias para confirmar as associações observadas e avaliar se esses indicadores podem, no futuro, ser utilizados de maneira mais ampla no acompanhamento e rastreamento do risco cardiovascular”, ressalta. 
 
Na avaliação da estudante, uma das contribuições do estudo está em incentivar uma abordagem que leve em consideração diferentes dimensões da saúde da pessoa idosa. “A pesquisa pode contribuir para uma identificação mais precoce de fatores associados ao risco cardiovascular em idosos. Os resultados reforçam a necessidade de prevenção, acompanhamento clínico e adoção de hábitos de vida saudáveis”, afirma. 
 
Aprendizado durante a graduação 
 
A experiência proporcionada pelo projeto também representou um momento significativo na formação médica de Marina. Ao longo da iniciação científica, ela acompanhou diferentes etapas do processo de produção científica, desde a definição da questão investigada até a análise dos resultados. “Participar de uma pesquisa durante a graduação me permitiu sair um pouco da perspectiva exclusivamente assistencial e entender melhor como o conhecimento científico é construído, desde a elaboração da pergunta até a análise e interpretação dos resultados”, relata. 
 
O trabalho também ajudou a fortalecer uma postura mais crítica em relação às informações utilizadas no exercício profissional. De acordo com Marina, a vivência com a pesquisa mostrou a importância de consultar fontes confiáveis, interpretar dados e manter uma atualização contínua na área médica. 
 
Ao longo desse processo, a Unit desempenhou um papel relevante ao disponibilizar estrutura, orientação e oportunidades para a aproximação da estudante com a pesquisa científica durante a graduação. “A experiência ajudou a compreender que a formação médica não se limita à assistência e também envolve a produção de conhecimento”, conclui. 
 
A vivência na iniciação científica também despertou em Marina o desejo de seguir desenvolvendo pesquisas. Atualmente, a estudante não integra outro projeto, mas pretende procurar novas oportunidades durante sua formação e, futuramente, considera unir a atuação clínica à carreira acadêmica. “O que mais me marcou foi perceber que uma pergunta que surge a partir da realidade observada na prática pode se transformar em uma investigação científica e, posteriormente, contribuir para a construção de conhecimento”, finaliza. 

Notícias Indicadas

WhatsApp

Entre e receba as notícias do dia

Matérias em destaque


Click Sergipe - O mundo num só Click

Apresentação