Saúde mental: não abra mão do autocuidado
Comissão de Direitos Humanos do CRP dá sugestões de como enfrentar o tempo de quarentena.
Prof. Msc. Fernando Antônio, Conselheiro do CRP19 e presidente da CDH (Foto: Assessoria de Comunicação/CRP19)
Diante desse cenário, a Comissão de Direitos Humanos (CDH), do Conselho Psicologia de Sergipe (CRP19) construiu, coletivamente, sugestões para contribuir com a prevenção e manutenção da saúde psíquica em tempos de quarentena.
“Entendemos que algumas delas podem não se encaixar em contextos sociais de maior vulnerabilidade, comuns a nossa população, a exemplo de residir em casa com grande número de pessoas, ter saneamento básico e disponibilidade de água precários, não ter residência, como as pessoas em situação de rua, viver em situação de violência doméstica ou trabalhar em situações análogas à escravidão, ter escassos recursos financeiros, inclusive para se alimentar ou ainda vivenciar negligências ao observarmos a proteção integral preconizada pela lei a crianças e adolescentes, entre outras situações. Por reconhecer essas condições e dificuldades, ressaltamos a importância de lutar, coletivamente, pela redução das desigualdades sociais e em prol dos direitos humanos” esclareceu o Prof. Msc. Fernando Antônio, Conselheiro do CRP19 e presidente da CDH.
Conselheira Camila Calaça, psicóloga do CAPS III (Foto: Assessoria de Comunicação/CRP19)
Calaça diz ainda que é comum, nesse período, o aumento na intensidade da ansiedade, do medo, da sensação de pânico ou desânimo. “Construa as suas estratégias de enfrentamento, que podem estar baseadas na forma de respirar, em exercícios físicos (com suas limitações espaciais), no fortalecimento da espiritualidade, nas conversas com familiares e amigos pelas diversas mídias sociais, no estudo ou até nas atividades laborais. Porém, caso não consiga lidar com a situação, procure ajuda especializada. Várias entidades e profissionais da Psicologia estão disponibilizando atendimento virtual, a partir da psicoterapia ou plantão psicológico”.
Psicólogo Saulo Almeida (Foto: Assessoria de Comunicação/CRP19)
Fernando Antônio, Camila Calça e Saulo Almeida são unânimes em dizer que manter-se aberto às experiências é muito significativo, pode ser em termos dos cuidados consigo mesmo, cuidar da casa, experiências culinárias ou leituras. Silenciar e ter tempo para si mesmo pode ser uma experiência muito válida.
“Não se deixe inundar pelo excesso de informações. É adoecedor acessar notícias e informações sobre a pandemia. Informe-se o suficiente para compreender os casos, buscando minimizar o pânico ou o desânimo. Tente conversar sobre outros assuntos, principalmente aqueles que lhe satisfazem ou que te desperta curiosidade”, preveniu Fernando Antônio.
“Organize o tempo para o que você considera importante. Distribua seus horários diários entre os cuidados consigo e com os outros, para descanso, para as atividades da casa, para se informar, para um hobby ou para o estudo”, completou Camila Calaça.
“Como dito anteriormente, essas são apenas sugestões, e que podem contribuir para nos mantermos saudáveis mentalmente e poder cuidar dos mais necessitados. Neste momento, solidarizar-se, de forma equilibrada, é fundamental”, finalizou Saulo Almeida.