Aracaju (SE), 13 de janeiro de 2026
POR: Laís Marques
Fonte: Asscom Unit
Em: 26/08/2024 às 14:30
Pub.: 26 de agosto de 2024

Entenda como a tecnologia tem redefinido a Fisioterapia, revolucionando a reabilitação física

Gamificação, Impressão 3D e Inteligência Artificial ampliam as possibilidades de tratamento, permitindo cuidados mais personalizados tanto para pacientes quanto para profissionais de saúde.

Juliana de Goes Jorge, Fisioterapeuta e coordenadora operacional e professora do curso de Fisioterapia da Universidade Tiradentes - Foto: Acervo pessoal

Juliana de Goes Jorge, Fisioterapeuta e coordenadora operacional e professora do curso de Fisioterapia da Universidade Tiradentes - Foto: Acervo pessoal

A ciência e a tecnologia têm se entrelaçado de maneira crescente, resultando em avanços significativos no campo da saúde. Esse desenvolvimento é particularmente evidente na reabilitação física, onde as novas tecnologias têm mudado a maneira como os tratamentos são realizados, trazendo benefícios para pacientes e profissionais. As ferramentas e dispositivos modernos não apenas complementam as práticas tradicionais, mas também expandem as oportunidades de recuperação, contribuindo para uma melhoria substancial na qualidade de vida dos pacientes.

A Fisioterapia, em especial, tem passado por uma verdadeira revolução com a adoção de tecnologias como gamificação, impressão 3D, exoesqueletos robóticos, realidade virtual e inteligência artificial. A fisioterapeuta e coordenadora operacional e professora do curso de Fisioterapia da Universidade Tiradentes (Unit), Dra. Juliana de Goes Jorge, observa que essas inovações, embora não substituam as técnicas convencionais, as complementam de maneira poderosa, tornando o processo de reabilitação mais adaptado às necessidades individuais dos pacientes.

"As novas tecnologias têm trazido impactos significativos na recuperação dos pacientes. Entre os principais benefícios estão: maior acessibilidade através de tecnologias assistivas, uma reabilitação mais dinâmica que acelera o processo de recuperação, monitoramento constante com feedback imediato sobre o desempenho, aumento da motivação e engajamento dos pacientes, além de maior precisão e personalização dos tratamentos", destaca a especialista.

Um novo nível na reabilitação

Diversos dispositivos e técnicas têm demonstrado eficácia na recuperação de condições e lesões específicas. Alguns exemplos incluem:

- Sistemas que utilizam gamificação para transformar exercícios terapêuticos em jogos interativos, eficazes na reabilitação de distrofias musculares, câncer, paralisia cerebral, Parkinson, AVC e outras desordens neurológicas.
- Terapia com Biofeedback, utilizada no tratamento de disfunções musculares, incontinência urinária e problemas de ansiedade.
- A personalização de órteses e próteses por meio da impressão 3D, altamente eficaz na reabilitação de amputados, pacientes com deformidades ósseas e má formação congênita.

O papel do fisioterapeuta

Com o avanço das tecnologias, o papel do fisioterapeuta se torna ainda mais estratégico. Esse profissional passa a atuar como um facilitador, utilizando as ferramentas tecnológicas para personalizar os tratamentos e acompanhar de perto o progresso dos pacientes. A inteligência artificial, por exemplo, pode auxiliar na análise de dados e na elaboração de planos de tratamento mais precisos.

"A integração dessas inovações tecnológicas tem sido cada vez mais incorporada. Clínicas e hospitais estão investindo em treinamento contínuo para capacitar fisioterapeutas a utilizarem essas novas tecnologias de forma eficaz. Com o avanço da telemedicina, muitos dispositivos de fisioterapia agora permitem monitoramento remoto, possibilitando que os fisioterapeutas acompanhem o progresso dos pacientes à distância. Além disso, ventiladores mecânicos cada vez mais modernos têm sido desenvolvidos e são uma grande ajuda no processo de desmame ventilatório, tornando-se um aliado no tratamento de pacientes críticos", explica Juliana.

As inovações tecnológicas não substituem o fisioterapeuta, mas o complementam, oferecendo ferramentas que ampliam a capacidade de proporcionar tratamentos mais eficazes, personalizados e adaptados às necessidades específicas dos pacientes. "Ferramentas como sensores de movimento e softwares de análise biomecânica permitem aos fisioterapeutas realizar avaliações mais precisas das condições dos pacientes e ajustar os exercícios e intervenções de acordo com o progresso individual. Com o avanço da telemedicina e do monitoramento remoto, os fisioterapeutas podem ajustar os tratamentos conforme necessário, oferecendo suporte contínuo em tempo real", ressalta a coordenadora.

O futuro da reabilitação

O futuro da fisioterapia será ainda mais tecnológico e personalizado. A tendência é que os exoesqueletos robóticos se tornem mais acessíveis e que a bioimpressão, já em desenvolvimento, permita a regeneração de tecidos e órgãos, revolucionando a recuperação de lesões graves. "Estamos avançando para uma fisioterapia onde os tratamentos serão cada vez mais eficientes, acessíveis e personalizados, com um foco crescente na tecnologia como uma aliada indispensável", prevê a professora.

Para que esses avanços sejam plenamente aproveitados, a formação dos futuros fisioterapeutas precisa se adaptar, integrando o uso de tecnologias avançadas e capacitando os alunos para interpretar e aplicar os dados gerados por essas ferramentas. "A Universidade Tiradentes, por exemplo, conta com um Centro de Simulação Realística que oferece treinamento prático e imersivo, preparando os futuros profissionais para usar as inovações tecnológicas em sua prática clínica", destaca Juliana.

Para os pacientes e suas famílias, optar por tratamentos que utilizam essas novas tecnologias requer uma avaliação cuidadosa. É crucial verificar se a tecnologia tem respaldo científico, compreender os possíveis efeitos colaterais e considerar como ela pode impactar a qualidade de vida do paciente. "O avanço tecnológico na fisioterapia não é apenas um ganho técnico, mas uma evolução no cuidado e no atendimento, colocando o bem-estar do paciente no centro de todo o processo", conclui a Dra. Juliana de Goes Jorge.


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