A imprensa não viu a marcha, mas viu o raio :: Por Fausto Leite
Tem uma parte da imprensa brasileira que funciona como aquele parente que nunca aparece no aniversário, não ajuda na mudança, some quando o problema é sério, mas surge no velório querendo dar entrevista. Durante dias, um deputado caminhou mais de 250 quilômetros, debaixo de sol, cansaço, bolha no pé e silêncio absoluto das redações. Nada. Nenhuma câmera. Nenhuma pauta. Nenhuma “fonte próxima”. Nenhum especialista em caminhada democrática foi acionado. O evento simplesmente não existia.
Aí caiu um raio. Pronto. Ressurreição jornalística. De repente, a imprensa apareceu toda ofegante, microfone na mão, cara de quem sempre esteve ali, perguntando com ar grave se aquilo tudo não teria sido “irresponsável”. É curioso como a responsabilidade jornalística costuma começar exatamente no ponto em que o fato já aconteceu e dá para tentar enquadrar, distorcer ou reduzir.
Confira matéria completa em Fausto Leite Portal de Notícias