ARBO 1100 X 350 - HOME FLUTUANTE
Aracaju (SE), 13 de abril de 2026
POR: Ascom | Câmara Municipal de Estância
Fonte: Ascom | Câmara Municipal de Estância
Em: 13/04/2026
Pub.: 13 de abril de 2026

Câmara de Estância se une em defesa da Igreja da Praia do Saco

Os 15 parlamentares reforçam compromisso com a preservação do templo jesuítico de mais de 400 anos, ameaçado por decisão da Justiça Federal

Câmara de Estância se une em defesa da Igreja da Praia do Saco - Foto: Divulgação

A Câmara Municipal de Estância decidiu, por unanimidade, apoio à preservação da Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem, na Praia do Saco. Os 15 vereadores se posicionaram contra a desmontagem do templo determinada pela 7ª Vara da Justiça Federal, em decisão ligada à erosão costeira que atinge a área. 

Fundada por jesuítas por volta de 1575, a igreja foi erguida como ponto de catequese no Rio Real e carrega mais de quatro séculos da história da colonização em Sergipe. Considerada patrimônio do município, a construção do século XVI é um dos últimos marcos arquitetônicos do período jesuítico no litoral sergipano. 

Os parlamentares destacaram que a decisão judicial pegou a cidade de surpresa. O procurador do município, Alysson Leite, já informou que a gestão vai recorrer e pedir embargo de declaração para que a Justiça detalhe como seria feita a desmontagem de uma estrutura com mais de 400 anos. 

Os vereadores defendem que a saída não pode ser a remoção do templo, mas sim, a continuidade das obras de contenção. Em 2018, a Prefeitura e a Diocese conseguiram autorização para instalar pedras em frente à igreja como barreira contra o avanço do mar, o que gerou um resultado positivo na proteção da igreja. Agora, a Casa Legislativa quer ampliar o diálogo com o Governo do Estado, que também já confirmou recurso contra a decisão. 

Para os 15 parlamentares, a igreja vai além da religiosidade: é símbolo da formação histórica, cultural e turística de Estância e de Sergipe. A Justiça determinou que, em caso de retirada, uma nova construção fosse feita mantendo as características originais. No entanto, a Câmara sustenta que desmontar o templo original seria apagar parte insubstituível da memória coletiva.

O compromisso firmado é de atuar em três frentes: apoio jurídico ao recurso já anunciado pela Prefeitura, articulação com a bancada estadual e federal por recursos financeiros para obras de contenção definitiva da erosão, e mobilização popular para que a igreja permaneça no local onde resistiu por mais de quatro séculos.

A Câmara vai  acompanhar o processo judicial e dialogar com Iphan, Ministério Público Federal e Diocese. O objetivo é garantir que qualquer solução priorize a preservação in loco do bem jesuítico, reconhecendo seu valor histórico, cultural e turístico para a Praia do Saco e para Sergipe.


Notícias Indicadas

WhatsApp

Entre e receba as notícias do dia

Matérias em destaque

Click Sergipe - O mundo num só Click

Apresentação