Ipesaúde disponibiliza atendimento domiciliar aos pacientes
Sentada na sua poltrona, em sua casa no Conjunto Fernando Collor em Nossa Senhora do Socorro, Dona Maria Virginia dos Santos, de 83 anos, recebeu a visita comum sorriso estampado no rosto. “ Adoro essas meninas, “ disse ela se referindo a enfermeira Stephane Sampaio que acabava de chegar para a primeira visita domiciliar da paciente. “Ela caiu e quebrou o braço e passou por uma cirurgia e por isso não tinha como ir até o Ipesaúde para ser atendida”, explicou a filha Edla Santos. Ela estava surpresa com o serviço de atendimento domiciliar que foi descoberto por acaso. Dona Maria Virgínia, estava um certo dia, no Centro de Atendimento Luciano Barreto Júnior, que costuma ir com frequência, já que é diabética, quando foi abordada pela assistente social do Ipesaúde. Emocionada, ela relatou os problemas de saúde que enfrenta e também falou um pouco da própria vida. Foi assim, que ela, foi incluída no programa de educação de promoção a saúde do beneficiário, o Pepasp.
Ipesaúde disponibiliza atendimento domiciliar aos pacientes (Imagem: Ipesaúde)
“O programa é destinado para pacientes , que têm histórico de internações ou atendimento de urgência frequentes, pacientes que apresentam algum tipo de rebeldia ao tratamento ou pacientes acamados”, explica a coordenadora do Centro de Atenção a Saúde Luciano Barreto Júnior, Cleia Dionísio. Somente no mês de outubro foram 1280 atendimentos do programa.O Pepasb funciona na Praça Almirante Tamandaré, 75, bairro São José. Telefone: 3211-2571.
No caso especifico da visita domiciliar, o paciente precisa ter três ou mais doenças crônicas para ser contemplado. “Ele ou o acompanhante, procura a coordenação do programa e solicita o serviço. Nós vamos avaliar e aí realizaremos a visita”, explicou a enfermeira Stephane Sampaio. No caso de Dona Virgínia, ela tem hipertensão, diabetes, artrite, artrose colesterol alto. No atendimento é verificado o índice de glicemia e a pressão arterial, além de observar se a paciente está tomando os medicamentos e como está reagindo ao tratamento. “ Nessa primeira visita, são quatro questionários, um que é para saber as doenças que ela tem, outro que é o termo de autorização do programa, um outro mais detalhado sobre as medicações que ela usa e o último que é um questionário social, sobre como o paciente vive, como se sente em relação a família, que dependendo das respostas, ele pode ser encaminhado a um psicólogo”, informou a enfermeira. Além desse atendimento domiciliar, os pacientes acamados recebem o atendimento ambulatorial com a visita dos médicos. A equipe também realiza atendimento hospitalar, sem falar do contato diário por telefone e o acolhimento que o setor promove.
Terminado o atendimento, Dona Virginia agradeceu a visita, “ adoro receber visitas e todo mundo do Ipesaúde, quando vou lá, "Ave Maria" pense na festa, os funcionários, os médicos, todo mundo já me conhece, eu me sinto muito bem e ter vocês em minha casa foi melhor ainda”, concluiu a usuária.