Frente Brasil Popular faz ato de repúdio a Laércio Oliveira na porta da Fecomércio
Um ato de repúdio e escracho ao deputado federal Laércio Oliveira (Solidariedade) ocupou a porta da Fecomércio, em frente ao Colégio Arquidiocesano, na tarde desta quarta-feira, dia 17 de maio. As organizações que integram a Frente Brasil Popular organizaram o protesto contra as Reformas Trabalhista e Previdenciária.
Frente Brasil Popular faz ato de repúdio a Laércio Oliveira na porta da Fecomércio (Foto: CUT/SE)
Idosos, crianças, a juventude organizada, professoras, estudantes, técnicos do Judiciário, jornalistas, agricultores do MST, militantes do MOTU, trabalhadores do campo e da cidade participaram do ato.
Vice-presidente da CUT/SE, que integra a Frente Brasil Popular, Plínio Pugliesi afirmou que a luta não vai cessar. “A estratégia do golpe é destruir os direitos dos trabalhadores, porque para o burguês a única coisa que interessa ao lucro, e para aumentar o lucro em momento de crise tem que cortar dos trabalhadores, então é isso que está em jogo: são os nossos direitos, é o futuro desse País, são os sonhos dos estudantes que estão aqui me ouvindo, são os sonhos das crianças, filhas de trabalhadores do Movimento Sem Terra, é isso que está em jogo. Estão destruindo o futuro do nosso país. E o que une o que está acontecendo em Brasília no Congresso Nacional a este endereço daqui na Fecomércio, em Aracaju, é o deputado federal Laércio Oliveira (Solidariedade), este deputado que ganha eleição com o voto de trabalhadores votou a favor da Reforma Trabalhista para destruir os direitos da gente, os direitos da classe trabalhadora”.
O vice-presidente da CUT explicou à população que passava que Laércio Oliveira é o presidente da Fecomércio, entidade que administra o SESC e SENAC. “A Fecomércio é uma entidade sindical patronal, dos donos do comércio de Aracaju, dos patrões, dos burgueses, por isso companheiros, hoje a gente tinha que passar por aqui, porque a disputa no Congresso Nacional está dura, e aqui em Aracaju todo mundo precisa saber quem é que está por trás desta entidade. Nada contra os trabalhadores do SESC, nem os trabalhadores da Fecomércio, mas aquele que dirige estas entidades merece o nosso repúdio e o nosso escracho”.
Representando a Frente Brasil Popular, Hérick Argolo falou sobre a importância da unidade de trabalhadores. “O ato do dia 28 de abril, em que 35 milhões de trabalhadores cruzaram os braços em todo Brasil, foi uma construção de muitos anos, que extrapola as representações por categoria. A maior greve geral da história do Brasil, maior que as Diretas Já, foi a oportunidade do trabalhador soltar o grito que estava entalado na garganta e dizer: fora golpistas, não aceitamos a Reforma Trabalhista, não aceitamos a Reforma da Previdência. Não iremos recuar, vamos construir mais atos até a vitória”.
Com teatro de rua, a juventude protestou contra a reforma da previdência. “Somos árvores plantadas em solo seco, muitas cercas foram arrancadas, nos adubaram e hoje podem nos colher. Eu sou Saúde, Educação, Bolsa Família, Aposentadoria. E quem nos plantou? O povo! (...). O povo esperando é escravo, o povo andando é bobo, o povo lutando é bravo, estrada de porta aberta, caminho e chegada de gente liberta!”, são alguns trechos da encenação teatral aplaudida também por estudantes do Arqui que assistiram o protesto.