Acadepol conclui treinamento para ocorrências com bombas e explosivos para policiais civis e militares
A simulação de ocorrência real voltada para os alunos ocorreu na manhã desta sexta-feira, 1º, às 8h
Acadepol conclui treinamento para ocorrências com bombas e explosivos para policiais civis e militares (Foto: SSP)
Capacitar e qualificar profissionais de Segurança Pública para atuarem de forma técnica e segura nas primeiras medidas em ocorrências que envolvam bombas e/ou artefatos explosivos. Esse é o objetivo prioritário de um treinamento iniciado na Academia de Polícia Civil (Acadepol) na segunda-feira, 28, e que concluiu as atividades nesta sexta-feira, 1º. Intitulado por Curso Primeiras Respostas em Ocorrências Envolvendo Bombas e Explosivos e executado por policiais militares do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar da Bahia, o treinamento é voltado para 44 policiais civis e militares que buscam conhecimento na referida área.
Para Adriano Bandeira, vice-diretor da Acadepol, o curso é importante sobretudo por conta do número de ocorrências policiais no nordeste brasileiro envolvendo uso de bombas e artefatos explosivos. “A atuação das Polícias Civil e Militar em Sergipe tem inibido os registros por parte de organizações criminosas, ou seja, o trabalho da SSP na questão preventiva vem funcionando. Entretanto, apenas as tropas de elite em nosso estado têm condições de realizar o primeiro atendimento em registros dessa natureza. Esse curso conta com atividades teóricas e práticas que possibilitarão justamente o preparo técnico para que esses policiais saibam como agir no primeiro instante que a situação ocorrer”, destacou.
O treinamento acontece nos turnos da manhã e tarde, com sete disciplinas. O conteúdo teórico analisa inclusive dados referentes à estrutura e organização das organizações antibombas de quatro países: Colômbia, Espanha, Estados Unidos e Israel. Em seguida, compara as referidas estruturas com a do Brasil.
Para o capitão Érico de Carvalho, comandante da Companhia Antibombas do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar da Bahia (Bope/PMBA), quando se trata de situações envolvendo explosivos os policiais não têm a opção de errar. “Quando envolve vidas, seja do policial ou de pessoas da comunidade, é necessário empregar a maior técnica possível porque o poder de destruição de um explosivo é enorme. É preciso saber o que fazer e o que não fazer. Nossa maior demanda hoje tem sido ocorrência contra instituições financeiras. O curso é rápido, mas nosso objetivo maior será alcançado, que é dos profissionais conhecerem o que é um explosivo, o poder de destruição que ele tem e a forma como é acionado”, pontuou o instrutor.