Aracaju (SE), 18 de junho de 2026
POR: SES/SE
Fonte: SES/SE
Em: 14/09/2017
Pub.: 14 de setembro de 2017

Secretário da SES, Almeida Lima, defende que o HUSE fique menos refém de hospitais conveniados

"Temos que enfrentar as dificuldades para não ficarmos dependentes de vagas em outros hospitais", diz Secretário da Saúde de Sergipe

O Secretário de Estado da Saúde, Almeida Lima, disse em reunião realizada na manhã desta quinta-feira, 14, que enfrentará os problemas e dificuldades existentes na saúde de Sergipe, como a desassistência na Rede Básica de Saúde e a falta de atendimento em algumas unidades, para que o Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) não continue dependente de vagas em outros hospitais conveniados, a exemplo do Hospital Cirurgia, que é retaguarda do Huse, para a realização de determinados procedimentos, como as cirurgias ortopédicas. Para se ter uma ideia, hoje, na Área Verde Trauma do Huse, mais de 35 pacientes aguardam vagas no Cirurgia para serem transferidos e submetidos a cirurgias.

"Temos que enfrentar as dificuldades para não ficarmos dependentes de vagas em outros hospitais", diz Secretário da Saúde de Sergipe (Foto: SES/SE)

"Temos que enfrentar as dificuldades para não ficarmos dependentes de vagas em outros hospitais", diz Secretário da Saúde de Sergipe (Foto: SES/SE)

Segundo Almeida, serão estabelecidas medidas no Huse, desde a criação de novos 60 leitos de internamento, a investimento em recursos humanos, para que a unidade tenha mais autonomia e dependa menos de outros hospitais, aumentando assim a resolutividade dos casos.

“O Huse é qualificado e tem espaço e equipamentos para potencializarmos alguns procedimentos, como as cirúrgicas ortopédicas e também as ortopédicas oncológicas, fazendo com que a unidade fique menos refém de hospitais conveniados, a exemplo do Cirurgia. Hoje, no Huse encontram-se 36 pacientes internados à espera de vagas no Cirurgia para a realização de intervenções ortopédicas. E isso não pode mais continuar. Por isso, vamos enfrentar os problemas e entraves e tomaremos algumas providências, como a instalação de novos leitos e a reorganização interna do hospital, para darmos condições as equipes médicas e, consequentemente, ampliarmos o número de procedimentos de alta complexidade no Huse, como das intervenções ortopédicas”, explica.

O secretário completa ainda que os hospitais conveniados são, de fato, fundamentais para o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), mas não se pode deixar a saúde pública do Estado dependente de outros hospitais. “Os hospitais conveniados são necessários, claro, mas o Huse não pode depender deles exclusivamente para a realização de alguns procedimentos. Portanto, conversamos com a equipe médica da Ortopedia e vamos tomar medidas para aumentar a resolutividade de determinados casos no próprio Huse, diminuindo assim a quantidade de pacientes que ficam na unidade, esperando vaga no Cirurgia, que atualmente, está passando por diversas dificuldades”, declara.

Próteses e órteses
Inclusive, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) fez a aquisição de novas próteses e órteses (suportes que são colocados externamente no corpo para auxiliar o funcionamento de algum membro que tenha sido prejudicado por acidente ou problemas de saúde) e os aparelhos, que já se encontram no Huse, vão para 45 pacientes que serão submetidos cirurgias ortopédicas.

“Fizemos a compra desses aparelhos e eles serão utilizados em pacientes que estão internados no Huse à espera de vagas no Hospital Cirurgia. Estamos criando condições com recursos próprios para que o Huse tenha mais autonomia e possa realizar ainda mais procedimentos de alta complexidade”, disse.

Outra medida que irá colaborar para o aumento das intervenções é a reabertura de mais um centro cirúrgico no Huse. Das nove existentes, oito já estão em pleno funcionamento. “         Quando assumimos a gestão, das nove salas cirúrgicas do hospital, apenas quatro estavam operando. Já reabrimos mais quatro e estamos trabalhando para colocar a nona em funcionando. Com isso, conseguiremos ampliar a quantidade de intervenções”, conta Almeida.

Reunião
Na reunião realizada nesta quinta, que contou com a participação do superintendente do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), Luiz Eduardo, do diretor operacional da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), Marcos Chou, do superintendente do Serviço Móvel de Urgência (Samu), Márcio França, da diretora de Gestão de Sistemas (DGE), Márcia Guimarães e da equipe da oncologia ortopédica, o responsável técnico do Serviço de Ortopedia do Huse, Antônio Cabral, ressaltou que o hospital tem uma grande demanda de cirurgias ortopédicas, já que, além de atender a população de Sergipe, o Huse recebe também pacientes de estados vizinhos, como Alagoas e Bahia, o que acaba superlotando o serviço.

“O Huse tem uma grande demanda na ortopedia, mas estou saindo muito esperançoso da reunião porque o secretário Almeida Lima demonstrou total interesse em melhorar e ampliar este serviço do Huse. Quando isso acontecer e o hospital passar a realizar mais cirurgias dessa especialidade, ficaremos menos dependentes dos leitos do Hospital de Cirurgia, que funciona como retaguarda do Huse para as cirurgias ortopédicas. Será um benefício muito grande para os pacientes”, afirma.

Já o oncologista ortopédico Aldonai Barreto, afirma que a reunião foi proveitosa. “As cirurgias ficaram paralisadas por alguns dias, devido a impasses administrativos, mas o secretário garantiu a solução e estamos retornando com os procedimentos cirúrgicos. Foi uma reunião muito proveitosa e estamos saindo esperançosos”, disse.

Nova mesa ortopédica
E algumas melhorias feitas no setor de Ortopedia do Huse já podem ser pontuadas. A atual gestão da SES adquiriu e entregou recentemente ao hospital uma nova mesa ortopédica de tração (que é utilizada para cirurgias de membros inferiores), pois a unidade estava sem este equipamento há mais de dois anos, e, de acordo com Antônio Cabral, o serviço avançou significativamente com a chegada desta mesa.

“A falta da mesa ortopédica impedia a realização de determinadas cirurgias ortopédicas e, hoje, isso não acontece mais. A atual gestão da Secretaria fez a aquisição do equipamento e isso trouxe uma grande melhoria para os atendimentos. O serviço de ortopedia do Huse é referência, temos ótimos profissionais e, inclusive, o hospital é o único de Sergipe que faz cirurgia ortopédica infantil. São realizadas em média cinco por semana. Então, como o secretário demonstrou o desejo de ampliar o serviço, acredito que em breve teremos ainda mais melhorias na Ortopedia do hospital”, declara o responsável técnico do serviço de Ortopedia do Huse.

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