Vigilância Sanitária de Sergipe promove oficina para implantação de Plano Estadual de Redução das Infecções Primárias da Corrente Sanguínea
Profissionais das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) de unidades de saúde da rede pública e particular estiveram reunidos nesta quinta-feira, 14, no auditório da Vigilância Sanitária Estadual, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (SES). Eles participam da segunda oficina que tem como objetivo instrumentalizá-los no processo de implantação do Plano Estadual de Redução das Infecções Primárias da Corrente Sanguínea. A primeira oficina foi realizada no último mês de agosto.
Vigilância Sanitária de Sergipe promove oficina para implantação de Plano Estadual de Redução das Infecções Primárias da Corrente Sanguínea (Foto: SES/SE)
Segundo Nirley Borges, gerente de Segurança do Paciente e de Controle de Infecção relacionada à assistência em saúde, da Vigilância Sanitária Estadual, o evento foi destinado à explanação das dificuldades enfrentadas pelos profissionais no processo de implantação, bem como as experiências exitosas e medidas que deverão ser tomadas para a implantação do bundle de cateter, conforme estruturação das CCIHs dos hospitais, a exemplo de anticéptico adequado, equipe bem treinada e materiais para punção do cateter central.
“O bundle é constituído de cinco medidas básicas de prevenção que deverão ser implantadas juntas e que, comprovadamente, reduzem a infecção da corrente sanguínea associada ao uso do cateter. São elas a higienização das mãos, precaução máxima de barreira, antissepsia com clorexidina, escolha do sítio de inserção adequado, com preferência para a veia subclávia e reavaliação diária da necessidade do cateter. Espera-se, com a implantação do bundle, alcançarmos o nosso objetivo, garantindo aos pacientes uma assistência mais segura e de maior qualidade”, explicou a gerente.
Segundo a gerente de Risco do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), Ellen Koga, a unidade já dispõe de protocolos escritos, conforme orientações do Ministério da Saúde, porém o grande impasse enfrentado por todas as instituições presentes é a implantação desses protocolos, que perpassa pela necessidade de dispor de materiais de qualidade e disposição das equipes, visto que o controle de infecções hospitalares é exercido por quem está na assistência, a exemplo de quando se higieniza as mãos.
“Compartilhamos agora a necessidade de que todas as diretrizes se tornem reais, que é onde entra a Vigilância Sanitária Estadual, órgão que nos orienta nesse processo. Sabemos quantas pessoas chegam a óbito por força de uma infecção da corrente sanguínea e o custo de um tratamento em combate a essa infecção, que gira em torno de R$ 21 mil por paciente na primeira quinzena. Quando se faz a prevenção surge a redução da taxa de mortalidade e em se tratando do Huse, estamos dentro da média nacional esperada por um hospital de grande porte, com características que temos, como sendo um hospital de trauma, que acaba assumindo uma postura de hospital geral, visto que recebemos não apenas o paciente politraumatizado, mas também o paciente crônico”, destacou Ellen Koga.
Para a enfermeira Ana Luiza Gonçalves, da Rede Primavera, que atua no controle de infecção hospitalar, a oportunidade de trocar experiências é ímpar e minimiza dúvidas solucionadas de acordo com o protocolo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que mudou no último mês de fevereiro. “O Estado tem sido parceiro no processo que consiste na qualificação e intensificação do controle das infecções hospitalares. A partir daí conseguimos justificar mudanças de materiais, tendo na aquisição de insumos um custo inicial aumentado, mas com benefícios diretamente ligados ao controle e redução da infecção, o que acaba por gerar redução de custos de forma geral, justamente por estarmos tomando as devidas precauções”, declarou a profissional da saúde.