Serviço de nutrição do Huse reduz custos e mantém a qualidade das refeições servidas no hospital
Serviço de nutrição do Huse reduz custos e mantém a qualidade das refeições servidas no hospital (Foto: SES/SE)
Para se ter uma ideia, somente no mês de agosto, foram servidos para os pacientes infantis com dietas via oral (sólida) cerca de 10.620 refeições. Para os pacientes adultos com dietas via oral (sólida) que são dietas livres, brandas e pastosas foram fornecidas 58.691 refeições. Já para os funcionários, foram servidos em torno de 24 mil refeições e os acompanhantes cerca de 27 mil refeições.
Tem direito a refeição, todos os pacientes, funcionários que trabalham 12 horas e os acompanhantes que estão de acordo com as leis que são: acompanhantes de idoso, de pacientes oncológicos, de crianças e adolescentes, portadores de necessidades especiais e aqueles que moram numa distância de 30 quilômetros da unidade hospitalar que é a grande maioria do público do Huse.
De acordo com a gerente da SND do Huse, Sieune Roberta Araújo, tudo isso gera um custo significativo para o hospital. “O valor que tivemos somente no mês de agosto com paciente adulto foi em torno de R$ 376 mil, com pacientes infantis foi em torno de R$ 62 mil, os funcionários chegou a R$ 210 mil e os acompanhantes foi em torno de R$ 224 mil. Durante o mês de agosto foi melhorado o controle com atendimento aos funcionários e aos acompanhantes, a gente teve uma redução em torno de 1.200 refeições e de acompanhantes nós tivemos uma redução de 3.200 refeições com as medidas adotadas”, explicou.
A realidade maior vai poder ser apurada durante esse mês de setembro, já que a medida com relação a funcionários foi adotada na primeira quinzena de agosto e já foi possível visualizar a diferença. O que mais norteia a maior liberação de refeição para funcionários são as escalas, quanto mais tem escala vertical (funcionário que trabalha 12 horas) mais refeições são servidas. De acompanhantes é a questão da demanda, quanto mais pacientes, maior é o número de acompanhantes.
Nutrição enteral
A terapia nutricional enteral é o que aumenta os custos em refeições no hospital, sendo maior que a alimentação sólida. Para se ter uma ideia, somente em agosto o aumento foi de mil litros, levando em consideração o mês de julho. Isso significou um aumento em mais de 77 mil reais na fatura de agosto. Em contrapartida, para os suplementos nutricionais foi implantado um protocolo para prescrição dos nutricionistas, como explica Sieune Roberta.
“A gente teve uma redução de 3 mil litros que são os suplementos nutricionais oral. Isso equivale a uma redução de R$ 12.300 e uma redução no custo dos alimentos complementares, como frutas e sucos, que foi reduzido em torno de 50%. Isso porque, foram realizadas reuniões de conscientização desse custo com as nutricionistas de clínica que prescrevem e elas conseguiram fazer a redução sem nenhum prejuízo para os pacientes”, informou. Somente no mês de julho foram gastos R$ 28.600 com esses alimentos complementares e em agosto reduziu para R$ 13 mil.