Aracaju (SE), 21 de junho de 2026
POR: SES
Fonte: SES
Em: 19/09/2017
Pub.: 20 de setembro de 2017

Estado utilizará novo software para análise de situação de saúde

Estado utilizará novo software para análise de situação de saúde (Foto: Ascom/SES)

Estado utilizará novo software para análise de situação de saúde (Foto: Ascom/SES)

Uma oficina introdutória sobre análise de situação de saúde está sendo ministrada nesta terça-feira, 19, e prosseguirá até amanhã, 20, no Núcleo do Ministério da Saúde, localizado na Rua de Lagarto, Centro de Aracaju. O objetivo é tornar técnicos da Secretaria de Estado da Saúde (SES) aptos a utilizarem o software Epi Info e o sistema de informação geográfica QGis, ferramentas usadas para análise de dados epidemiológicos e criação de mapas digitalizados. Segundo a coordenadora da Gerência de Informações e Estatísticas, da Diretoria de Planejamento da SES, Eliane Nascimento, além dos profissionais do setor, representantes da Vigilância Epidemiológica, Sanitária, Atenção Básica e até mesmo da Universidade Federal de Sergipe (UFS), estão sendo capacitados por consultores da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), mediante cooperação formalizada com a SES.

“As ferramentas são livres. Os profissionais das áreas aqui representadas só precisam aprender como usá-los na rotina das análises dos dados dos sistemas de informação de saúde, sendo que o QGis já é usado pela Gerência de Informações e Estatísticas, para a construção de mapas digitalizados, porém agora receberemos novas informações sobre como utilizar essa ferramenta nas análises  epidemiológicas para qualificar mais nossos produtos, sob uma perspectiva científica, evoluindo no trabalho desempenhado. Com melhores métodos poderemos, inclusive, estar realizando comparações de semanas epidemiológicas por uma série histórica. Assim, todos entenderão melhor o que acontece na saúde”, explicou Eliane Nascimento.

A coordenadora ainda ressalta que com dados mais bem apurados novas decisões poderão surgir e refletir na qualidade da atenção à saúde, definindo melhor e mais antecipadamente as ações estratégicas em toda rede de atenção, bem como nas necessidades de gestão. “Após essa oficina daremos início imediato à utilização das ferramentas, com monitoramento mantido pelos consultores da Opas, que nos tornarão cada vez mais qualificados no processo de análise de situação de saúde, bem como de monitoramento e avaliação, sem custos para o Estado”, acrescentou.

O facilitador da Opas, Enrique Vázquez, destaca que a Opas vem complementar um trabalho já desenvolvido em Sergipe, pois observaram que a análise de situação de saúde realizada no Estado é bastante positiva. Sendo assim, será oferecido apoio para o alcance de melhorias através de um trabalho conjunto, mantido entre a Opas e a SES.

“Teremos aqui o alinhamento de conceitos básicos sobre epidemiologia e saúde pública. Em seguida, iremos divulgar internamente os bons trabalhos agilizados. A análise de situação é clara na gestão de saúde, pois é preciso dispor de informações confiáveis para a tomada de decisões corretas. Normalmente, o próprio sistema de saúde provê informações, mas no geral são elas fragmentadas, ou seja, informações na área de serviços se reservam à própria área, assim como as da área de epidemiologia, entre outras. A função da Gerência de Informações e Estatísticas é coletar os indicadores mais determinantes de todas as áreas, uni-los e proceder com análises para monitoramento de resultados”, esclareceu Enrique Vázquez.

Segundo a coordenadora do Núcleo das Doenças Transmissíveis da SES, Mércia Feitosa, a Vigilância Epidemiológica realiza monitoramento e acompanhamento das doenças, a capacitação para uso qualificado dessas ferramentas, o que vai facilitar o reconhecimento espacial das doenças. “A capacitação hoje fortalece a prática executada pelo setor. As ferramentas vieram para solidificar a ação rotineira, que vai facilitar a elaboração de novos planejamentos e orientações junto aos municípios. O mote da vigilância é monitorar, acompanhar os agravos específicos de vigilância e retroalimentar os municípios sergipanos da situação epidemiológica que está acontecendo na localidade ou mesmo na região. A novidade vai fortalecer todo esse processo”, almeja a coordenadora.

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