Aracaju (SE), 21 de junho de 2026
POR: SES/SE
Fonte: SES/SE
Em: 20/09/2017
Pub.: 20 de setembro de 2017

Soros: falta de abastecimento por parte do Ministério da Saúde inspira necessidade regular de vacinação

Soros: falta de abastecimento por parte do Ministério da Saúde inspira necessidade regular de vacinação (Foto: SES/SE)

Soros: falta de abastecimento por parte do Ministério da Saúde inspira necessidade regular de vacinação (Foto: SES/SE)

Em função do panorama nacional de desabastecimento ou a produção parcial de soros, tipos de imunidade usados em casos de suspeita de doenças ou quando há indícios de falhas no esquema de vacinação de um dado paciente, o Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES), mantém estratégia capaz de garantir a cobertura das unidades hospitalares inseridas na Rede Estadual de Saúde. Informações do Governo Federal apontam para problemas relacionados à produção laboratorial desses imunobiológicos.

Ana Beatriz Lira, enfermeira da Central Estadual de Armazenamento e Distribuição dos Imunobiológicos (Ceadi), da SES, ressalta que pedidos de soros e vacinas são realizados mensalmente pelo órgão junto ao Ministério da Saúde (MS). Segundo ela, todos os meses, todas as vacinas, a exemplo da antitetânica, tríplice viral e rotavírus, são disponibilizadas pelo Governo Federal, cujo fluxo é mantido através de cronogramas de solicitação e de envio, com datas estabelecidas. Visto que a população contemplada pelas vacinas é a mesma, a solicitação feita a mais serve para garantir o armazenamento. As doses são enviadas juntamente com seringas pela Ceadi para as secretarias municipais, que encaminham diretamente para as Unidades Básicas de Saúde [UBS].

“No caso dos soros, a solicitação feita pela Ceadi junto ao MS é a mesma, e como esse tipo de imunidade só é utilizada em hospitais, conforme orientação médica, a Central, normalmente, encaminha doses para as unidades regionais gerenciadas pela SES. Quando há desabastecimento por parte do Governo Federal, a Ceadi envia as poucas doses disponíveis para o Huse [Hospital de Urgência de Sergipe] e quando algum hospital regional necessita recorre à unidade. As UBS, por sua vez, também são avisadas sobre a concentração de soros no Huse, a fim de que estejam cientes dos fluxos estabelecidos para garantir a maior resolutividade possível dos casos”, explicou a enfermeira.

De acordo com Ana Beatriz, a problemática nacional do desabastecimento ou da produção parcial de soros perdura há mais de um ano e reduziu consideravelmente a disponibilização de soros em estados brasileiros. Em Sergipe, os soros antitetânicos, por exemplo, constavam de 1.500 doses mensais, número esse que foi reduzido para 0,8% após o início da crise de desabastecimento por parte do MS. Nesta quarta-feira, 20, o estoque da Ceadi consta de seis ampolas desse tipo de soro.

“Além do antitetânico, os problemas provenientes do desabastecimento também afetam a disponibilização de alguns soros antiveneno. Em caso de ausência no estoque e necessidade de um dado paciente, a Ceadi pode solicitar ao MS através de relatório médico que justifique a necessidade do soro. Além disso, cada hospital pode efetuar a compra de um soro, fora dos trâmites que envolvem o Ministério. Este, por sua vez, pode recorrer a algum estado brasileiro que tenha soro em estoque, a fim de agilizar envio do  imunobiológico para  a localidade que esteja necessitando”, acrescentou Lira.

Vacinação em dia
A necessidade do uso de soros em pacientes acontece quando há irregularidades encontradas no esquema de vacinação. No caso do soro antitetânico, acontece também em situações que envolvem ferimentos graves. Em virtude disso, a enfermeira da Central Estadual de Armazenamento e Distribuição dos Imunobiológicos da SES alerta os cidadãos para a necessidade de atualizar o cartão de vacinação. Além disso, alerta também para a necessidade de mantê-lo por perto a todo instante para que não seja necessário o uso de soros em situações específicas.

“Crianças de zero até menores de 15 anos de idade precisam recorrer a uma UBS até o dia 22 de setembro para atualizar a caderneta de vacinação. Estão sendo disponibilizados mais de dez tipos de vacinas, entre elas as de hepatites A e B, BCG, varicela e penta. As vacinas de rotina servem para o combate de várias doenças, a exemplo da meningite C, tétano e hepatites A e B. É, portanto, de suma importância que os pais e responsáveis levem as crianças e adolescentes para receberem as doses”, alertou a enfermeira.

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