Aracaju (SE), 21 de junho de 2026
POR: SES/SE
Fonte: SES/SE
Em: 21/09/2017
Pub.: 21 de setembro de 2017

Funcionários da Petrobras e policiais da Acadepol recebem orientações e testes rápidos através do Programa Estadual IST/Aids

A palestra educativa, cujo tema é ‘Sexo sem camisinha: uma escolha perigosa’, está sendo ministrada pelo médico e coordenador do Programa Estadual IST/Aids, Almir Santana, nesta quinta-feira, 21, no Tecarmo, unidade da Petrobras, localizada no bairro Atalaia. Os trabalhadores ainda terão acesso aos testes rápidos que poderão identificar diagnósticos de HIV, sífilis e Hepatites B e C. O Programa é realizado pelo Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Funcionários da Petrobras e policiais da Acadepol recebem orientações e testes rápidos através do Programa Estadual IST/Aids (Foto: SES/SE)

Funcionários da Petrobras e policiais da Acadepol recebem orientações e testes rápidos através do Programa Estadual IST/Aids (Foto: SES/SE)

O trabalho de sensibilização para os perigos das infecções sexualmente transmissíveis é amplo e contemplou, nesta quarta-feira, 20, policiais militares e civis na Academia de Polícia Civil de Sergipe (Acadepol), no bairro Jabutiana. Na ocasião, equipes do Programa Estadual também realizaram testes rápidos. A ação aconteceu como parte do Programa Saúde Segura, desenvolvido pela Academia, que tem o objetivo de evitar diagnósticos, como os de HIV, sífilis e Hepatites B e C, entre operadores da segurança pública.

Segundo Almir Santana, 34 testes rápidos foram disponibilizados na Acadepol, através da unidade móvel ‘Fique Sabendo’. “Felizmente, não foram detectados reagentes para HIV ou Hepatites B e C. Porém, os resultados apontaram quatro reagentes para sífilis, infecção adquirida em relação sexual quando não há uso de camisinha”, afirmou.

O coordenador do IST/Aids ainda conduziu um momento de diálogo com os policiais presentes sobre a importância da realização de testes rápidos para diagnósticos precoces e tratamentos imediatos. “A contaminação não escolhe idade, sexo, nem classe social. Nem sempre ocasiona a manifestação de sintomas, o que a caracteriza como infecção, às vezes, silenciosa por meses ou até anos. O primeiro sintoma surge a partir de uma feridinha nos órgãos genitais (pênis, vagina ou ânus) chamada cancro duro, que não dói, não gera pus e desaparece sozinha mesmo que não haja a cura. O segundo estágio da manifestação dessa infecção se dá com queda de cabelo, feridas no corpo, especialmente em mãos e pés, que não coçam”, explicou Almir Santana.

Sífilis
Sem tratamento, a sífilis pode trazer agravos muito grandes para o sistema nervoso e para o coração, a exemplo de cegueira, demência e aneurisma de aorta (dilatação da artéria aorta). Porém, a maior problemática enfrentada pela rede pública de saúde é a sífilis congênita, que se manifesta quando a mãe não realiza o pré-natal corretamente. A mãe só infecta a criança quando não descobre a presença de sífilis ou quando descobre e não faz o tratamento.

“Há também a possibilidade de a mãe descobrir a sífilis tardiamente, por isso o ideal é que o exame seja feito assim que a mesma identifica a gravidez. Quando infectado e não tratado, o bebê apresenta seqüelas, como infecção no nariz (pus), má formação no esqueleto e lesão no sistema nervoso, quando chega a nascer. Às vezes, o bebê chega a vir a óbito antes mesmo do nascimento”, complementa Almir Santana.

Tratamento
O tratamento em combate à sífilis é rápido, assim como o diagnóstico, que pode ser feito com o teste rápido, cujo resultado é obtido em até 20 minutos. No caso da sífilis primária, uma única dose de penicilina benzatina intramuscular já é suficiente para pôr fim à bactéria Treponema pallidum, transmissora da infecção. O medicamento é disponibilizado em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e aplicado em bebês, mesmo após o nascimento.

“Alertamos as mães para a realização do pré-natal junto com o parceiro, uma vez que quando falamos em sífilis a maior problemática de saúde pública é a infecção congênita. Além disso, é extremamente importante o uso de camisinha também nas relações sexuais durante a gravidez”, enfatizou o gerente do Programa IST/AIDS.

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