Aracaju (SE), 26 de junho de 2026
POR: SES
Fonte: SES
Em: 24/10/2017
Pub.: 24 de outubro de 2017

Pediatra do Huse alerta aos pais sobre uso de medicamentos em crianças no ambiente escolar

Pediatra do Huse alerta aos pais sobre uso de medicamentos em crianças no ambiente escolar (Foto: Ascom/SES)

Pediatra do Huse alerta aos pais sobre uso de medicamentos em crianças no ambiente escolar (Foto: Ascom/SES)

Evitar a automedicação e o uso inadequado de medicamentos no ambiente escolar é um assunto sério e um alerta aos pais. Os professores, educadores e outros funcionários devem seguir um padrão de segurança de como agir na administração do remédio sem que isso prejudique o desempenho da criança durante suas atividades escolares.

A médica Cristiane Barreto, coordenadora do Hospital Pediátrico Dr José Machado de Souza, localizado no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), destaca os cuidados que os pais devem tomar quando a criança vai doente para a escola, ou que necessita ter administrada alguma medicação durante o período em que está dentro da unidade escolar.

“Isso é muito sério. Um adulto não deve deixar a medicação na mochila ou lancheira da criança, deve entregar em mãos ao professor e com o horário da administração que a criança deve tomar, nunca deixar ao alcance da criança para evitar que ela faça a ingestão do medicamento. Outra questão é respeitar os horários prescrito. O pai deve entregar diretamente ao responsável pela criança na escola e vice e versa. Outra questão im portante é quando a criança adoece na escola. Nesse caso, o que a gente orienta é que a unidade de ensino acione a família para que esta tome as providências”, explicou.

A médica reforça que o risco é muito grande, principalmente se a criança for alérgica a algum tipo do componente presente na medicação, porque o problema só vai se agravar, causar uma intoxicação, um efeito adverso maior do que o bem que a pessoa acha que está fazendo. Entre as recomendações, a pediatra orienta também que os pais encaminhem a receita e embalagens originais das medicações que serão utilizadas.

“Para evitar enganos, o ideal é a identificação da criança e das medicações em suas embalagens originais e, se possível, levar a receita médica com as orientações de dosagens e horários. Se o medicamento for de uso contínuo é importante que os pais entrem em contato com a escola”, orientou Cristiane Barreto.

A estudante Sabina Siqueira, 28, já passou por um susto desses. Ela levou o filho para a escolinha depois de ter dado uma mamadeira de vitamina à criança. Ela disse que a professora ligou muito nervosa, dizendo que ela fosse até a escolinha que a criança não estava bem. “Quando cheguei lá o meu filho estava sonolento e tinha vomitado muito, a minha sorte que elas não deram nenhuma medicação e me ligaram. Levei ele de volta pra casa e dei água de coco e chá de erva doce, produtos mais naturais. Ele melhorou e eu nem precisei levar ao médico”, concluiu.

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