Oncologia Pediátrica do Huse recebe o Grupo de Pais
O Centro de Oncologia Pediátrica do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) recebeu o Grupo de Pais, com o objetivo de estimular a participação dos mesmos no tratamento dos filhos. O grupo que é formado por psicólogos e estagiários de Psicologia que integram o Serviço de Humanização do hospital, compartilhou informações, esclareceu dúvidas e ouviu os relatos de quem convive um bom tempo com o filho em tratamento.
Oncologia Pediátrica do Huse recebe o Grupo de Pais (Foto: SES/SE)
O Grupo de Pais atua na Oncologia Pediátrica e no Hospital Pediátrico, ambos localizados no Huse. O resultado do trabalho é que as mães se sentem reconhecidas e valorizadas não só como mães, pois elas têm um sentimento de culpa involuntário e, no grupo, elas se sentem olhadas como mulheres. Elas são acolhidas e com mais autonomia para participarem do tratamento dos filhos, além de cobrarem de quem é preciso para ampliar e melhorar o cuidado.
A dona de casa Maria de Lourdes Prazeres, 45, participa do tratamento do filho que está internado com leucemia aguda há vinte dias, e o Grupo de Pais só tem trazido benefícios para a relação da família com o ambiente hospitalar. “É muito bom quando acontece, pois a gente consegue desabafar nossas angústias, escuta com atenção o que os psicólogos estão falando e também perguntamos e pedimos orientações. Converso com todo mundo, seja psicólogo, médico, enfermeiro e até as meninas da limpeza”, disse.
A jovem Edclésia dos Santos, 29, também acompanha o filho de 5 anos que está com linfoma. Ele já está há dois anos em tratamento e sempre retorna ao hospital para ficar internado. Ela explica que tudo que venha para acolher o paciente e seu acompanhante é muito bom. “Eu não tenho do que reclamar aqui no hospital. Sempre fui muito bem acolhida e esses psicólogos nos deixam bem à vontade para perguntar e responder um monte de dúvidas. Tudo isso para que o serviço melhore cada vez mais”, enfatizou.
Já para a dona de casa Maria dos Santos, que tem um filho de 14 anos e sofre com anemia falciforme, relembra que já passou por momentos angustiantes no início do tratamento. “Descobrimos essa doença em meu filho quando ele ainda tinha 1 ano e 7 meses, de lá para cá passamos por muitas provas, mas hoje, graças a Deus está tudo muito bem. Essa turma dos psicólogos é muito abençoada. Muito bom a gente ter um dialogo com quem entende. A gente reflete e pede muita orientação”, comentou.
De acordo com o gerente da Humanização, Elder Magno, o Grupo de Pais é uma forma dos pais compartilharem o espaço que têm e também participarem do cuidado, já que eles também sofrem com o processo de internamento e do tratamento. “A receptividade é sempre muito boa todas as vezes que a gente se encontra. Elas participam de verdade, a gente também distribui caixas de sugestões e já estamos recebendo várias que vamos estudar a possibilidade para implantá-las. Essa é uma forma de cogestão, além de ajudar a entender o que se pode fazer para melhorar o atendimento do serviço como um todo”.