Centro de Atenção da Mulher em Sergipe realizou 396 mamografias durante Outubro Rosa
Durante o movimento conhecido como Outubro Rosa, que surgiu na década de 90 para estimular a participação da população no controle do câncer de mama, o Centro de Atenção à Saúde da Mulher (Caism), gerenciado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), realizou 396 mamografias. No último dia 23, a dinâmica alusiva ao movimento resultou ainda em palestras sobre câncer do colo do útero e de mama, infecções sexualmente transmissíveis e oferta de testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites B e C, além do livre acesso das pacientes para o rastreamento mamográfico. O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor.
De acordo com a coordenadora geral do Caism, Débora Passos, durante todo o mês de outubro a unidade manteve seus fluxos de encaminhamentos de rotina, com os agendamentos de consultas dos casos considerados alterados. Manteve também a realização do rastreamento pelo exame de mamografia, bem como os diagnósticos finais, através da realização das biópsias. “Foram feitas 32 biópsias e 75 punções por agulha fina. Em relação ao exame de ultrassonografia da mama, considerado complementar ao rastreamento, foram realizados 160 exames”, destacou a gestora.
Alerta
Até esta quarta-feira, 1º de novembro, o Caism já diagnosticou 66 casos de câncer mama em 2017, sendo a prevalência maior na faixa etária entre 50 e 59 anos. Alguns fatores de risco relacionados a esse tipo de câncer: idade, alterações hormonais, histórico familiar e fatores externos. As mulheres que têm maior probabilidade de desenvolver o câncer de mama são aquelas com histórico familiar no primeiro ou segundo grau direto (mãe, irmã, tia) ou pessoal, assim como em caso de primeira gravidez tardia, alterações hormonais, consumo de álcool, doença mamária prévia, radiação torácica, obesidade, além do consumo excessivo de gorduras.
Entre os sintomas mais comuns do câncer de mama estão as lesões não palpáveis, portanto, identificadas no exame de mamografia. O médico é responsável por procurar e identificar essas alterações suspeitas. Também existem nódulos que podem ser diagnosticados clinicamente, cuja massa dentro da mama pode evoluir para crescimento do nódulo, além de surgir feridas na região, endurecimento da massa que pode comprometer as costelas, aparecimento de ínguas na axila, além da metástase em outros órgãos do corpo.
A mamografia é o principal aliado das mulheres no combate e controle do câncer de mama. O exame é capaz detectar os possíveis tumores na fase inicial da doença. Outros procedimentos também ajudam no diagnóstico precoce, a exemplo da ultrassonografia. Já as ressonâncias magnéticas são utilizadas em casos de mulheres mais jovens e que tenham o histórico familiar alto para câncer de mama. Porém, a necessidade deste tipo de procedimento não é tão freqüente, pois a mamografia já oferta o diagnóstico preciso.