SES capacita enfermeiros para diagnóstico precoce da hanseníase
SES capacita enfermeiros para diagnóstico precoce da hanseníase (Foto: Ascom/SES)
“A hanseníase é um caso de saúde pública e precisamos reduzir os índices relacionados à transmissão da doença. Por isso, a secretaria está fortalecendo as capacitações com os profissionais da Atenção Primária de Saúde para que eles estejam sempre aptos a revelarem precocemente o diagnóstico da doença, que é feito clinicamente a partir da observação e relatos do paciente, evitando assim o agravamento da hanseníase”, disse.
Mércia conta que Sergipe tem registrado um aumento da taxa de detecção da doença em menores de 15 anos, o que mostra que está havendo grande circulação do bacilo da doença e alta transmissão. “Os casos da doença em menores de 15 anos vem aumentando e isso demonstra que o bacilo está circulando e que há uma fragilidade no diagnóstico e nas ações de controle da doença por parte da Atenção Básica de Saúde. Estamos fazendo este alerta e a secretaria vem realizando capacitações com os profissionais da área para a diminuição dos índices e a melhora dos diagnósticos da doença”, afirma. O Brasil é o segundo país com maior número de casos de hanseníase, aponta a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Sintomas
O bacilo Mycobacterium leprae tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos, porém, poucos adoecem. É possível ao paciente, inclusive, ter imunidade alta, ter tido contato com o bacilo e não desenvolver a doença, que pode vir a surgir a qualquer momento. Mas se a pessoa apresentar manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele, com borda regular ou não, sem que haja sensibilidade ao toque, a dor ou ao calor, há possibilidade de ser hanseníase.
“Ao perceberem os sintomas as pessoas devem buscar imediatamente a unidade de saúde mais próxima para avaliação da tal mancha, que pode ser confundida até mesmo com pano branco ou psoríase. Por atingir a pele e os nervos periféricos, se a doença não for diagnosticada e tratada adequadamente, ela pode levar a sérias incapacidades físicas”, alerta a coordenadora do Núcleo das Doenças Transmissíveis da SES.
O tratamento da doença pode durar seis meses e até mesmo um ano, a depender do tipo da infecção. Todos os tipos de hanseníase têm cura, embora algumas sequelas já instaladas sejam irreversíveis, no entanto, sem evolução de danos a partir do início do tratamento. Após 15 ou 30 dias de uso da medicação apropriada o bacilo deixa de ser transmitido para um novo indivíduo, daí a necessidade de um diagnóstico precoce, visto que no início da doença há menor quantidade de bacilos e, conseqüentemente, menores chances de adquirir sequelas.
Dados de Sergipe
De acordo com o Ministério da Saúde (MS), Sergipe é um estado considerado de média endemicidade, apresentando, em 2016, taxa de detecção de 13,73 por 100 mil habitantes. Ainda em 2016, o percentual de cura dos novos casos foi de 84,6%, e 87,4% dos contatos domiciliares dessas pessoas foram examinados.