Programa IST/Aids pretende alcançar empresas para conscientizar trabalhadores
Programa IST/Aids pretende alcançar empresas para conscientizar trabalhadores (Foto: Ascom/SES)
Segundo Almir, no local foram disponibilizados preservativos e 344 testes rápidos de HIV, hepatites B e C, além da própria sífilis, totalizando 86 trabalhadores atendidos. “Só um teste deu reagente para sífilis, porém, no geral, de cada 100 testes realizados, dez resultam em reagentes para a doença e apenas um para HIV ou hepatites, daí a importância de ir ao local do trabalho na tentativa de identificar possíveis reagentes e direcioná-los ao tratamento, a fim de evitar a sífilis congênita, que é transmitida para o bebê durante a gestação. Na maioria dos casos, o homem é quem passa a sífilis para a mulher, daí também a necessidade de participação dele no pré-natal da sua parceira gestante”, ressaltou.
Conscientização nas empresas
Diferente de uma palestra comunitária, o médico destaca que quando a conscientização é feita diretamente em empresas há maior probabilidade de adesão por parte dos homens. Em outros ambientes, essa adesão é, na maior parte das vezes, representada pelo público feminino. “O Programa Estadual IST/Aids está disponível para atender solicitações de empresas que desejem conscientizar trabalhadores quanto a essas infecções. A ideia é que os gestores passem a implantar o exame da sífilis nas avaliações periódicas solicitadas pelo médico do trabalho. Dessa forma, teremos detecções precoces, antes mesmo que os sintomas venham surgir”, explicou o gerente.
Novembro Azul
Durante a campanha Novembro Azul, destinada aos cuidados da saúde do homem, o Governo de Sergipe, através da SES, se manterá atento ao combate à sífilis. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que a cada ano, aproximadamente, seis milhões de pessoas são infectadas pela doença, sendo que o número dos casos relacionados à infecção tem aumentado significativamente em Sergipe.
A sífilis pode ser transmitida através da relação sexual sem preservativo, recepção de sangue infectado ou de uma gestante para o bebê. Na maior parte dos casos de sífilis não há manifestação de sintomas, por isso muitas pessoas têm a doença e não sabem. É, portanto, de fundamental importância que a população que teve ou tem uma vida sexualmente ativa faça os testes regularmente, e que a sociedade em geral se conscientize da importância do uso do preservativo, que é uma medida simples, de baixo custo e que previne doenças.
Em virtude de a sífilis congênita estar sendo detectada, na maioria dos casos, somente nas maternidades, no momento do parto, torna-se importante frisar que a doença pode ser detectada durante o pré-natal, que é feito na Rede Atenção Básica. As gestantes e, inclusive, seus parceiros devem fazer o teste da sífilis para que, caso o exame dê reagente, o tratamento da doença comece imediatamente, evitando que a sífilis passe para o bebê, através da placenta. Quando o bebê é infectado, ele pode nascer com sequelas, como má formação e lesões no sistema nervoso e no coração, e até ir a óbito.