No Dia Mundial do Diabetes, SES/Sergipe reforça que hábitos saudáveis ajudam a prevenir a doença
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 16 milhões de brasileiros são diabéticos e, a cada ano, centenas de novos casos são registrados no país. Preocupada com os índices e a saúde da população, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), reforça no Dia Mundial do Diabetes, celebrado nesta terça-feira, 14, que hábitos saudáveis, como boa alimentação e a prática de atividade física, ajudam a prevenir a doença que, inclusive, mata, em média, 72 mil pessoas por ano no Brasil. O diabetes é uma doença crônica, na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz.
Segundo a educadora em diabetes, Sinara Guerra, devido à incidência da doença, hoje recomenda-se que qualquer pessoa faça o teste da glicemia. “O diabetes tem se manifestado no país de uma forma avassaladora e o recomendado é que a população faça pelo menos uma vez ao ano o teste da glicemia. O país já tem milhões de diabéticos e detalhe: muitas pessoas têm a doença e não sabem, o que é ainda mais preocupante. A doença tem se manifestado tanto em crianças como em adultos e precisamos reforçar cada vez mais que alguns hábitos, como alimentação saudável e a prática de atividade física, ajudam e muito a prevenir a doença e também a controlá-la, no caso de quem já é diabético”, disse.
Sinara ressalta ainda que, por se tratar de uma doença crônica, se a diabetes não for tratada adequadamente, ela pode se agravar e acometer órgãos importantes, gerando complicações mais severas, a exemplo de problemas oculares, doença renal, danos aos nervos dos pés e de membros inferiores, e má circulação.
“Se o diabético tiver uma alimentação regrada, fizer exercícios físicos e seguir adequadamente o tratamento recomendado pelos médicos ele terá uma vida normal e saudável. Porém, se ele não for disciplinado e não se cuidar, o diabetes pode se agravar, levando ao desenvolvimento de outras doenças, desde um problema na pele a um ocular”, conta.
Tipos da doença
Existem dois tipos de diabetes: a tipo 1, que é quando a glicose fica no sangue, ao invés de ser usada como energia, e ela aparece geralmente na infância ou na adolescência; e a tipo 2, que se desenvolve quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz ou não produz insulina suficiente para controlar a taxa de glicemia. Esta se manifesta geralmente em adultos e 90% das pessoas diabéticas têm o tipo 2 da doença.
E é preciso ficar atento aos sintomas, como explica a educadora em diabetes. “Os principais sintomas do diabetes costumam ser sede intensa, urina em excesso, coceira no corpo, perda de peso sem causa aparente, aumento do apetite e formigamento nos pés e nas mãos. As pessoas, de qualquer faixa etária, devem ficar atentas aos sintomas porque quanto mais cedo diagnosticada a doença, mais eficaz o tratamento”, frisa Sinara.
Fatores de risco
Como destacou a educadora em diabetes, alguns fatores de risco podem levar ao aparecimento da doença, a exemplo de influência genética, pressão alta, sedentarismo, colesterol alto, obesidade, entre outros. “É preciso estar atentos também aos fatores de risco”, aconselhou.