Aracaju (SE), 01 de julho de 2026
POR: SES
Fonte: SES
Em: 21/11/2017
Pub.: 21 de novembro de 2017

Agência Transfusional da MNSL gera fluidez e segurança na distribuição de sangue para pacientes

O supervisor técnico da Agência Transfusional (AT) da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), o biomédico Jandson Marques, destaca a importância do setor no processo de descentralização dos serviços de hemoterapia na Rede Estadual de Saúde. Tal processo visa facilitar e acelerar o atendimento às solicitações médicas de sangue e seus derivados, para que sejam realizados testes e posterior liberação para transfusão de hemoderivados. Serviços esses executados na própria AT.

A agência representa uma ramificação do Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), órgão responsável pela captação de doações de sangue, pela realização de testes da qualidade do material e distribuição nas unidades de saúde inseridas na Hemorrede, que além da MNSL, abrange o Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE) e os hospitais regionais de Itabaiana, Lagarto e Estância, estando propensas a serem instaladas em outras unidades de saúde gerenciadas pelo Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Segundo Jandson, as unidades de saúde inseridas na Hemorrede podem vir a solicitar sangue ao Hemose quando não dispõem na própria AT do hemocomponente solicitado em seu estoque. “O Hemose recebe doações sanguíneas de diversos grupos, sendo o doador destinado a um processo de triagem no próprio setor de coleta. Se for apto a realizar doação de sangue, são coletadas amostras para sorologia e a partir daí o sangue é reservado em aparelho de refrigeração. Quando sai o resultado da sorologia – de 24 a 36 horas posteriores-, a bolsa de sangue pode ser liberada ou não para distribuição na rede hospitalar. O material não é utilizado quando o resultado dá reagente, ou seja, quando há alguma patologia transmissível, a exemplo de HIV, toxoplasmose ou hepatites virais”, ressaltou o biomédico.

Segurança Transfusional
Mesmo submetido a todo esse processo, o supervisor técnico da Agência Transfusional da MNSL assegura que o sangue enviado pelo Hemose às unidades inseridas no Hemorrede ainda passam por novos testes antes de serem utilizados em procedimentos transfusionais, de forma a contemplar pacientes. “Os serviços desempenhados pela agência implicam ainda na segurança transfusional, na qual um teste é realizado para detecção de alguma incompatibilidade. Quando a unidade de saúde dispõe de uma agência transfusional, como é o caso da MNSL, as respostas das solicitações de sangue surgem em menor espaço de tempo, o que implica na liberação mais rápida das bolsas de sangue para transfusão, aumentando assim as possibilidades de resolução clínica dos pacientes que farão uso do hemocomponente solicitado”, acrescentou Jandson.

Atualmente, a Agência Transfusional da MNSL possui estoque de bolsas de sangue e plasma. Todos os testes pré-transfuncionais executados na própria AT são realizados para que sejam minimizados os erros, aumentando a segurança transfusional junto aos pacientes em testes que envolvem a classificação do grupo sanguíneo dos pacientes, pesquisas de anticorpos irregulares, reclassificação de bolsas a serem transfundidas e o próprio teste de compatibilidade, que e feito entre o sangue do paciente e o sangue a ser recebido pelo mesmo. “Há, portanto, casos especiais relacionados, por exemplo, aos pacientes com HIV, ou mesmo com disfunções renais, cujo processo de análise do sangue é feito de forma mais específica, no próprio Hemose, que também recebe solicitações de materiais não disponíveis na agência, a exemplo de plaquetas. De forma geral, todos os procedimentos são realizados em tempo hábil, o que comprova a eficiência dos serviços em saúde nessa área”, assegurou Marques.

A agência funciona ininterruptamente durante toda a semana, com equipe composta por biomédico e técnico de patologia, que realizam os testes transfusionais. Dispõe, especialmente, de uma equipe de enfermeiros e técnicos de enfermagem responsáveis por introduzir o sangue no paciente, ou seja, a transfusão propriamente dita, seja ele uma gestante ou um recém nascido.

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